Onze anos depois, Operação Lava Jato inspira nova onda de investigações contra políticos malversadores

A Operação Overclean, que acaba de ser remetida ao STF, mira esquema bilionário comandado por um empreiteiro que coleciona relações íntimas com figuras proeminentes da República



Brasília está novamente em alerta por causa de uma investigação da Polícia Federal. Após quase onze anos desde o início da Lava Jato, a nova Operação Overclean prendeu um empreiteiro conhecido como “Rei do Lixo”. As autoridades temem um grande escândalo, pois a investigação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O caso, que até então estava na Justiça Federal da Bahia, revela ligações do empresário José Marcos de Moura com figuras proeminentes na política nacional.

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Recentemente, a Polícia Federal apresentou evidências de conexões entre autoridades com foro privilegiado e a quadrilha investigada, resultando na transferência do caso ao STF. Embora ainda não tenha chegado aos trâmites do Supremo, os políticos já especulam que o caso pode ser conduzido por Flávio Dino, responsável por questões relacionadas a emendas. O “Rei do Lixo” tem forte vínculo com o Centrão e faz parte da direção do partido União Brasil.
Até agora, a investigação quebrou sigilos, revisou transações bancárias e acessou mensagens privadas e planilhas, mas ainda há muito a ser feito. Quando o caso chegar ao Supremo, se houver disposição para avançar, será possível expandir as descobertas iniciais na Bahia. Na primeira instância, não se podia examinar as conexões mais profundas, mas agora será possível.

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Há duas perspectivas sobre o futuro da operação: uma que acredita que será engavetada e outra que vê a possibilidade de ser usada para conter poderes do Centrão, que está cada vez mais forte no Congresso. Isso depende do desenvolvimento dessas relações.
Foi espalmando esses primeiros indícios que os policiais descobriram um esquema muito maior, envolvendo uma rede de empresas que fraudavam licitações para ganhar contratos em várias regiões do Brasil. Essas empresas desviavam recursos e devolviam parte a políticos que facilitavam o processo. No topo da cadeia está o “Rei do Lixo”, preso em dezembro, que ficou rico no mercado de limpeza urbana para o governo.


O caso tem elementos impressionantes, como um vereador da Bahia que jogou R$ 220 mil pela janela ao perceber que seria preso. Ele é primo de um deputado federal, que havia sido cotado para uma posição de destaque. Em outro episódio, a polícia prendeu investigados com R$ 1,5 milhão em dinheiro após um voo de Salvador para Brasília, acreditando que era propina. Há muitas autoridades temerosas devido a esse esquema.


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