Macapá (AP) — Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Comissão Processante lê defesa prévia de Antônio Furlan em inquérito sobre agressões a jornalistas

A Comissão Processante de Inquérito da Câmara de Macapá ouviu a defesa prévia do prefeito Antônio Furlan (MDB), investigado por agressões a jornalistas. O episódio, ocorrido no dia 17 de agosto, durante uma visita às obras do Hospital Geral Municipal, gerou grande repercussão nacional.
Durante a oitiva, Furlan reafirmou sua versão dos fatos, alegando ter agido em legítima defesa de suas assessoras, que segundo ele estariam sendo ameaçadas pelos jornalistas. No entanto, as imagens que registraram o momento da confusão não corroboram essa versão, e mostram o prefeito imobilizando o jornalista Iran Fróes em um golpe conhecido como “mata-leão”.

A defesa do prefeito, por sua vez, tentou desqualificar a denúncia, focando em questionar a legitimidade de Iran Fróes. Um dos argumentos utilizados foi que o jornalista não teria domicílio eleitoral em Macapá, o que, segundo a defesa, o impediria de ser um denunciante válido no processo.

O que acontece agora?
A comissão, que é composta por vereadores de diferentes partidos, como Doutor Miguel (MDB), Claudiomiro Rocha (MDB) e Zeca Abreu (Podemos), se reunirá nos próximos dias para avaliar o relatório preliminar.
Se a denúncia for confirmada pela comissão, o caso será encaminhado para votação em plenário. Para que a cassação do mandato seja aprovada, é necessária a maioria absoluta dos votos da Câmara de Macapá.
O incidente, que culminou com a detenção dos jornalistas Iran Fóes e Heverson Castro por agressão e lesão corporal, levantou discussões sobre a liberdade de imprensa e a conduta de agentes públicos. O caso continua em andamento, e a população acompanha de perto o desenrolar dos fatos.




