Empreendedores populares sofrem duro golpe com o cancelamento surpresa do desfile de A Banda

Dias e horas de trabalho e investimento foram por água abaixo com o cancelamento do desfile de A Banda, deixando centenas empreendedores lutando para encontrar caminhos alternativos para diminuir os prejuízos
Empresários do setor de alimentos e bebidas contabilizaram prejuízos consideráveis quando o desfile do bloco A Banda foi cancelado devido às fortes chuvas que atingiram Macapá na terça-feira de carnaval. Para evitar a perda total do investimento, o Governo Clécio Luís anunciou uma linha de crédito para os comerciantes.
Mesmo com a decisão de suspender o evento tendo sido tomada, os vendedores optaram por permanecer no percurso do desfile na rua Leopoldo Machado para evitar o desperdício de carnes cozidas e outros alimentos.
De microfone na mão, Cleudilene Oliveira, cozinheira de 38 anos e dona de restaurante, anunciou que precisava vender vatapá, maniçoba e outros pratos preparados especialmente para a passagem do bloco sujo. A empresária veio do bairro Novo Horizonte, zona norte de Macapá e investiu cerca de R$ 3 mil.
“Já faz quatro anos que venho nessa Banda, sempre cavando no mesmo lugar aqui. Esperava que fosse bom, mas agora as pessoas não param aqui para comprar nada, todo mundo foi embora”, suspirou.
Lorena e Fernando trabalham com alimentação na Banda há sete anos. Eles gastaram mais de R$ 5 mil em carnes, gelo e bebidas, esperando ganhar o dobro em troca.
“Comida é complicada, sabe? Tem que prepará-la, senão estraga e não dá mais para congelar”, disse Lorena com tristeza.

No trajeto por onde A Banda passaria, comerciantes que comercializavam bebidas permaneceram por um tempo tentando vender para os desprevenidos que chegavam sem saber do cancelamento. No entanto, com poucas vendas, eles decidiram interromper as poucas vendas antes do meio da tarde.
Ainda na tarde de terça-feira, equipes da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo identificaram 30 empresários que, após uma análise, receberão financiamento da Agência de Fomento do Amapá (Afap).




