CLIMA

Alerta de cheias na Amazônia é emitido pelo SGB diante de previsões de inundações severas

Essencial para as populações ribeirinhas da Amazônia, ele reforça a necessidade de ações preventivas coordenadas pela Defesa Civil e outros órgãos

O alerta atual destaca a vulnerabilidade das populações ribeirinhas, muitas das quais vivem em áreas de várzea — Reuters/Bruno Kelly/Direitos Reservados


O Serviço Geológico do Brasil (SGB) emitiu o 2º Alerta de Cheias do Amazonas, indicando um alto risco de inundações severas nos rios Negro, Solimões e Amazonas em 2025. As previsões, divulgadas no dia 30 em Manaus, mostram que cidades como Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins, com mais de 2,3 milhões de habitantes, estão em situação de risco. O alerta enfatiza a importância de ações preventivas coordenadas pela Defesa Civil e outros órgãos, já que a região se prepara para uma cheia significativa.

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O SGB estima que o rio Negro em Manaus tem 42% de chance de atingir a cota de inundação severa, com previsão média de 28,91 metros. Em Manacapuru, o rio Solimões tem 53% de probabilidade de igualar a cota de inundação severa, enquanto em Itacoatiara, o rio Amazonas apresenta 94% de chance de superá-la. Parintins registra 83% de probabilidade de ultrapassar a cota de inundação.


As previsões reafirmam as estimativas do 1º Alerta e indicam uma cheia significativa, porém abaixo dos recordes de 2021. André Martinelli, do SGB, afirmou que a situação exige atenção, pois a cheia prevista está apenas 1 a 1,2 metro abaixo do recorde anterior. O 2º Alerta é uma ferramenta para proteger comunidades ribeirinhas que dependem dos rios, pois as cheias impactam bairros e infraestruturas essenciais, permitindo que a Defesa Civil planeje evacuações e distribuição de recursos.

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A diretora Alice Castilho destacou a colaboração do SGB com outros órgãos para antecipar impactos. O SGB gerencia 17 Sistemas de Alerta Hidrológico que beneficiam mais de 7 milhões de pessoas em regiões propensas a inundações. Em 2021, os alertas do SGB ajudaram a atenuar os danos, apesar do desalojamento de muitas famílias.


O alerta atual salienta a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas que precisam de suporte para enfrentar eventos extremos. O SGB oferece uma antecipação de 45 dias, permitindo que prefeituras e comunidades se preparem, minimizando os impactos das cheias. O alerta ressalta a urgência de políticas públicas e investimentos em infraestrutura que protejam a segurança das populações. A eficácia das medidas depende da coordenação entre os níveis de governo e da aplicação de recursos nas comunidades isoladas para prevenir danos futuros.

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