Aquecimento global em 2023 registra temperaturas recordes e lança preocupações sobre o futuro

Relatório foi divulgado pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia. O calor é resultado do aumento dos gases do efeito estufa e do El Niño
Conforme o mais recente relatório divulgado pelo observatório europeu Copernicus, o ano de 2023 foi confirmado como o mais quente já registrado, com as temperaturas atingindo níveis recordes. Os cientistas já haviam alertado para essa possibilidade.
Pela primeira vez na história, todos os dias do ano ultrapassaram em 1 °C o nível pré-industrial estabelecido entre 1850 e 1900. Durante metade de 2023, os termômetros chegaram a registrar um aumento de 1,5 °C, enquanto, em dois dias de novembro, a temperatura subiu 2 °C. Essas foram as temperaturas mais elevadas dos últimos 100 mil anos.

Essa comparação com os últimos 100 mil anos é possível graças aos avanços na paleoclimatologia, que utiliza métodos para estimar a temperatura de períodos passados por meio de simulações do comportamento atmosférico em climas antigos.
O aumento na taxa média global de temperatura, estabelecido pelo Acordo de Paris para o final deste século, está agora se aproximando desse limite. A previsão inicial era de que tal marco não seria alcançado antes de 2030.
No Vale da Morte, localizado na divisa entre Califórnia e Nevada, nos EUA, os termômetros chegaram a 53,3 ºC, a poucos graus do recorde de 56,7 ºC registrado em julho de 1913 em Furnace Creek, localizado nas proximidades do parque.
CALOR EXTREMO SERVE COMO ADVERTÊNCIA SOBRE O FUTURO DO NOSSO PLANETA
Um Limite Perigosamente Próximo O ano passado viu a temperatura média do planeta atingir 1,48°C acima dos níveis da era pré-industrial, perigosamente perto do limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris. Esse “limite seguro”, que se esperava não ser atingido antes de 2030, agora parece uma realidade iminente devido ao aumento nas emissões de gases de efeito estufa.
Projeções Sombrias e Ameaças Reais As projeções indicam que, até 2052, esse limite seguro pode ser ultrapassado. Isso aumentaria significativamente o risco de eventos extremos, como as ondas de calor que mataram aproximadamente 60 mil pessoas na Europa em 2022. Essa é uma realidade que afetará não apenas as gerações futuras, mas também as atuais.
A Necessidade de Ação Coletiva e Urgente Para reverter este cenário, é necessária uma ação global urgente, semelhante à mobilização vista durante a pandemia da Covid-19. Todos, desde governos e empresas até indivíduos, devem se perguntar como suas ações contribuem para as mudanças climáticas. Decisões políticas e empresariais precisam ser tomadas com o clima em mente.
Combate ao Negacionismo e Consciência Global Apesar do negacionismo que ainda existe, a maioria da população reconhece a relação direta entre ação humana e alterações climáticas. Agora, o desafio é traduzir essa consciência em ação, tanto no consumo consciente individual quanto na exigência de comprometimento dos representantes políticos com a pauta climática.
Conclusão 2023 não foi apenas um ano; foi um sinal de alerta. As mudanças climáticas são uma ameaça real e presente, exigindo ação imediata e coletiva. O futuro do nosso planeta depende das escolhas que fazemos hoje.





