Paysandu goleia Anápolis por quatro a zero e conquista o sexto título da Copa Verde
Após sofrer derrota no jogo de ida, o Papão da Curuzu impôs ritmo avassalador no Mangueirão, anulou as principais investidas do time goiano, aplicou uma goleada incontestável no placar agregado por cinco a três e garantiu o hexacampeonato do torneio regional

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
07/06/2026 | 22h11
O Paysandu conquistou o seu sexto título da Copa Verde ao golear o Anápolis por 4 a 0, na noite de domingo, no Estádio do Mangueirão, em Belém, revertendo de forma heroica a desvantagem do jogo de ida graças a uma atuação avassaladora comandada pelo técnico Junior Rocha e coroada por dois gols do iluminado artilheiro Ítalo. Precisando reverter o revés de 3 a 1 sofrido em Goiás, o Papão da Curuzu sufocou o adversário desde os primeiros minutos, alcançou o placar agregado de 5 a 3 e levantou a taça diante de uma torcida que transformou as arquibancadas em um verdadeiro caldeirão.

A atmosfera pulsante do estádio contagiou o time paraense assim que a bola rolou. Com as linhas avançadas e uma postura agressiva, o Paysandu tomou as rédeas da partida imediatamente, explorando a velocidade pelos lados do campo. A primeira grande chance nasceu nos pés de Thayllon, que soltou uma bomba de fora da área e obrigou o goleiro Ravel a fazer uma defesa difícil.
Em apenas quatro minutos de jogo, o goleiro goiano já havia trabalhado três vezes, um reflexo claro do ímpeto bicolor em busca do prejuízo inicial. O técnico Junior Rocha conseguiu imprimir um ritmo intenso, utilizando as subidas constantes do lateral Edílson pela direita para municiar a área. Enquanto isso, o Galo da Comarca tentava resistir ao abalo sísmico inicial, mantendo-se compacto na defesa e apostando em raros contra-ataques para esfriar o duelo.

A primeira grande resposta do Anápolis veio na bola parada, aos 23 minutos, quando Leonan cobrou falta e, após o rebote defensivo, Fernando Viana quase marcou um gol de placa ao arriscar uma bicicleta perigosa que tirou tinta da trave. Pouco depois, o Mangueirão prendeu a respiração quando o zagueiro Quintana precisou ser substituído por lesão, dando lugar a Bruno Bispo. O contratempo, contudo, não diminuiu o ritmo do Paysandu.


A insistência foi recompensada aos 40 minutos. Em jogada trabalhada, Marcinho encontrou Kleiton Pego livre; o atacante dominou com categoria e bateu firme, sem chances para Ravel, abrindo o placar e explodindo a torcida nas arquibancadas. O Papão ainda carimbou a trave com Juninho antes do intervalo, deixando o time goiano completamente tonto.

No segundo tempo, a tônica do confronto permaneceu inalterada. Logo aos cinco minutos, a pressão paraense surtiu efeito novamente. Em mais uma assistência precisa de Marcinho, o defensor Castro subiu mais alto que a zaga adversária e testou firme para o fundo das redes, ampliando para 2 a 0 e igualando o placar agregado em 3 a 3, resultado que naquele momento levaria a decisão para os pênaltis. O Anápolis tentou equilibrar as ações na metade da etapa final e chegou a assustar com Fernandinho, em lance anulado por impedimento, e em uma cobrança de falta que exigiu grande intervenção do goleiro Gabriel Mesquita.

Percebendo o desgaste de seus atletas, Junior Rocha oxigenou a equipe por volta dos 30 minutos com as entradas de Brian, Thalyson e Ítalo. A alteração final mudaria a história do campeonato. Aos 40 minutos, o Paysandu desenhou a jogada do título. Marcinho achou Lucas Cardoso na ponta, que avançou e cruzou rasteiro para a pequena área. O predestinado Ítalo apareceu como um autêntico camisa 9 para empurrar para as redes e colocar o Papão na frente do placar agregado pela primeira vez no confronto.

Com a festa já estabelecida no Mangueirão, ainda houve tempo para o golpe de misericórdia. Nos acréscimos, Marcinho coroou sua noite de garçom e serviu Ítalo mais uma vez. O centroavante não perdoou e tocou na saída do goleiro para fechar o massacre por 4 a 0. O apito final desencadeou uma comemoração apoteótica em Belém, sacramentando o Paysandu como o maior e mais soberano campeão da história da Copa Verde.




