Prédios comerciais abandonados no centro de Macapá retratam cenário de falência econômica

Nem a Federação do Comércio do Estado do Amapá, tampouco a Câmara de Dirigentes Lojistas têm os números exatos dos estabelecimentos comerciais que deixaram de funcionar no Estado no decorrer da pandemia do novo coronavírus, oficialmente decretada em março de 2020. Boa parte era loja de pequeno e médio porte, revendedora de confecções, manutenção e assessórios para celulares, gráficas, sorveterias, lanchonetes, restaurantes. Pela quantidade de prédios comerciais fechados, quase todos situados em ruas e avenidas dentro ou aos arredores do centro histórico da capital amapaense, este número pode alcançar níveis desanimadores.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com a pandemia em andamento no decorrer do ano passado, cerca de 135 mil lojas foram fechadas e 500 mil empregos perdidos no Brasil. Na pesquisa, o total de lojas fechadas equivaleu a 10% do número de estabelecimentos do comércio varejista do país em funcionamento antes da pandemia. Foi nesse cenário de terra arrasada que 2020 passou o cetro a 2021, com 88,7 mil estabelecimentos a menos que o existente no começo do ano passado.
A situação tendeu a se agravar nos primeiros meses de 2021, chegando ao fim do primeiro semestre com a economia, em nível nacional, submersa em desacertos e incertezas, embora o governo federal amenize as estatísticas. Em nível local, o encerramento das atividades de pequenos e médios empreendimentos elevaram os índices do desemprego à estratosfera, atingindo, em cheio, o segmento populacional mais jovem.
Com a economia minada por decisões equivocadas do governo estadual, pela falta de investimentos em infraestrutura, e brutalmente atingida pela pandemia do novo coronavírus, comércios antes promissores sentiram a queda no volume de vendas e passaram a contabilizar sequentes prejuízos. Ao fechar 2020, o Amapá registrava 59 mil pessoas desempregadas, segundo levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com 2021 em andamento, e mesmo com o avanço do plano de imunização contra a covid-19, o cenário de debacle persiste. As causas apontadas pelo IBGE para tanto desemprego no Amapá saltam aos olhos: sem geração de emprego, o consumidor não tem renda para irrigar o comércio local.
LITERATURA AMAZÔNICA
O escritor e jornalista Emanoel Reis, editor deste site, publicou recentemente o romance intitulado “Trezoitão”. A obra é ambientada em duas cidades da Amazônia, Belém (PA) e Macapá (AP), e tem como personagens centrais o jornalista Eliano Calazans, 30 anos, repórter investigativo de um famoso jornal de grande circulação em Belém, capital do Pará, e o pistoleiro Cici Silveira, de codinome Trezoitão, muito ligado ao latifúndio (pecuaristas, madeireiros, carvoeiros, grileiros). Quer saber mais sobre esta obra?
O Amapá está exportando amapaenses
*Por Gesiel Oliveira
Não temos ainda dados oficiais, mas o Amapá está passando por uma das piores emigrações de sua história. O cenário é favorável a isso: maior taxa de desempregados do país, fechamentos de muitas lojas e empreendimentos, salário do funcionalismo público parcelado há anos, corrupção sistêmica, altos índices de violência, sistema de saúde falido, educação sucateada, piores IDH’s do Brasil, piores índices na sua economia que está destruída pelas hordas de ratazanas que infestam a máquina pública amapaense, e para agravar ainda mais o quadro, a pandemia.
Quem vai na frente acaba, com pouco tempo, está levando o restante da família que ficou no Amapá, e fluxo emigratório pela decadência econômica do Amapá só aumenta. Os salários nesses Estados do Sul são incomparavelmente maiores que os do Amapá, sem falar na estrutura de saúde, educação e segurança que lembra mais uma Europa dentro do Brasil.
No Amapá a Polícia Federal já fez acampamento permanente e a impunidade é rainha. O amapaense está perdendo o brilho nos olhos, a esperança de dias melhores, a fé no amanhã produtivo no seu Estado. Esse movimento parte nosso coração ao revelar um dado: o amapaense está desistindo do Amapá. Vão as pessoas de bem e trabalhadoras, ficam as ratazanas de colarinho branco que criaram e mantém esse cenário caótico que muito se assemelha às migrações de refugiados na África, Oriente Médio e Ásia.
A fome é uma realidade constante em muitos lugares do Amapá, como nas ilhas do Arquipélago do Bailique, onde a absoluta falta de assistência do poder público em todos os níveis, está provocando cenas de desespero, de absoluto abandono, inércia e indiferença à dor daquele povo, por exemplo como a falta de luz que já dura mais de 50 dias em todo arquipélago e nada se faz. Os políticos do Amapá são uma vergonha! A corrupção está deixando o Amapá de joelhos.
Reaja povo amapaense! Mude esse quadro e não reeleja ninguém nas próximas eleições. Eu sonho com um Estado em que nossos filhos não terão de migrar em busca de trabalho e melhores condições de vida. Eu creio que o sol da prosperidade e honestidade vai raiar sobre as trevas de desesperança da nossa sofrida terra para tirá-la das mãos dessa cleptocracia.
*Prof de Geopolítica, Prof de Direito, Oficial de Justiça e Pastor Evangélico
Edição: Emanoel Reis
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