Juros de Lula foram equiparados aos da crise de Dilma. É previsível maior corrosão no poder de compra dos mais pobres
Era crise, agora é emergência. Essa é a mensagem do Banco Central após o aumento da taxa básica de juros, que subiu de 11,25% para 12,5% ao ano, e a previsão de um novo aumento para 14,5% até março. Os economistas do BC acreditam que essa é a resposta necessária para o cenário atual, que é mais adverso. O Banco Central expressa preocupação com os desequilíbrios na economia brasileira, comparando a situação atual sob Lula com a crise de 2015-2016, que resultou no impeachment de Dilma Rousseff.

Com essa taxa de juros, espera-se que a vida das pessoas e das empresas piore no próximo ano. O crescimento econômico, que depende do consumo, ficará difícil de manter com uma taxa de juros real próxima de 10% ao ano.

A insatisfação da população com os preços dos alimentos está alta, e políticos fora de Brasília temem protestos, acreditando que o governo e o Congresso não estão agindo em relação a gastos públicos e benefícios a empresas influentes.

Demissões em massa
O Grupo Carrefour anunciou a demissão de 2. 200 funcionários antes do Natal, com a decisão já em andamento desde o mês passado. As demissões incluem trabalhadores diretos e indiretos nas unidades de varejo e atacarejo (Atacadão) do grupo. Este é um movimento raro para essa época, afetando as operações em um período de alta demanda devido às festas de fim de ano.
Os cortes são parte de reestruturações necessárias devido a juros altos e problemas de gestão. Espera-se que 1,2 mil pessoas sejam afetadas no Carrefour e mais de mil no Atacadão. A empresa afirma que as demissões representam apenas 1,5% dos funcionários, que totalizam 130 mil no grupo.

Brasil registra 1,5 milhão de pessoas em casas de taipa, revela IBGE

Cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil vivem em casas feitas de materiais precários, como taipa sem revestimento ou madeira reaproveitada, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. Isso representa 0,77% da população, totalizando mais de 495 mil domicílios. A quantidade de pessoas nessas condições é 58% menor do que em 2010. A maioria das habitações no país (cerca de 63,7 milhões) é construída com alvenaria ou taipa revestida, enquanto as casas de alvenaria sem revestimento e feitas de madeira também são comuns.
Casas de taipa, segundo a Fundação João Pinheiro, são estruturas precárias, feitas de taipa sem revestimento e madeira reaproveitada, que oferecem desconforto e aumentam o risco de doenças. Elas podem desabar em chuvas fortes e abrigam insetos que transmitem a doença de Chagas.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
