A população macapaense vem percebendo que o prefeito gasta mais do que arrecada. Aumento de despesas tem a ver com contratações milionárias de artistas famosos
Decididamente, o prefeito Antônio Furlan (MDB) é um perdulário. Essa impressão vem de dois episódios que ilustram bem essa postura dele. Em novembro de 2024, a Câmara de Vereadores aprovou que o prefeito pudesse fazer um empréstimo de R$ 200 milhões. A votação aconteceu de forma rápida, numa sessão extraordinária com pouca participação dos vereadores.
Nove meses depois, na sexta-feira, 8 de agosto, a Prefeitura de Macapá abriu um chamamento público para escolher a instituição financeira que ofereceria as melhores condições para um novo empréstimo de mais R$ 200 milhões.

Pelo tom da Chamada Pública 001/2025, pode-se deduzir que a PMM está financeiramente falida. Isso é simplesmente assustador. Em quatro anos e meio de gestão, Antônio Furlan dilapidou R$ 1,2 bilhão que recebeu de seu antecessor (o atual governador Clécio Luís), além de uma prefeitura sem dívidas, com 12 ordens de serviço em andamento e 89 obras para começar.

Quatro anos depois, reportagem veiculada na mídia nacional inseria a PMM na lista das maiores devedoras do país. Na ocasião, dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostravam que Antônio Furlan estava gastando mais do que arrecadando. Em 2023, o saldo negativo contabilizado havia fechado em R$ 242.385.787. Somente no primeiro semestre de 2024, o rombo já chegava a R$ 65,4 milhões. Somando tudo, naquela ocasião o déficit ultrapassava R$ 330 milhões.

De lá para os dias atuais, só veio aumentando, elevando a dívida da PMM a patamares estratosféricos. Esse novo pedido de empréstimo ocorre em um período em que se observa uma diminuição nas obras de calçamento, recapeamento asfáltico e tapa-buracos nas vias.
Nos meses recentes, Antônio Furlan deixou de cumprir as obrigações financeiras de gestão em diversas áreas do governo. Transportes escolares, fornecedores de alimentos para instituições de ensino, empresas responsáveis pela coleta e tratamento de resíduos e até artistas participantes de eventos culturais têm se queixado de atraso ou calote de seus cachês. Ademais, a mobilidade urbana tem enfraquecido.

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