Gustavo Feliciano cumpre agenda em Macapá e Oiapoque para estruturar plano de turismo na faixa de fronteira setentrional. Comitiva interministerial busca simplificar o acesso a financiamentos do Fungetur para estruturar pequenos negócios e atrair visitantes da Guiana Francesa
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, desembarca na próxima segunda-feira, 8 de janeiro, no Amapá, para liderar uma comitiva interministerial nas cidades de Macapá e Oiapoque, onde anunciará um plano estratégico de desenvolvimento turístico para a faixa de fronteira setentrional do Brasil e assinará um protocolo para facilitar o acesso ao crédito para empreendedores do setor. A agenda articulada busca integrar o extremo norte do país ao mercado turístico internacional e impulsionar a economia local por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). Feliciano cumprirá os compromissos acompanhado pelos ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, consolidando uma ação transversal que une o potencial geográfico do Amapá às políticas de fomento econômico e inclusão social do Governo Federal.

A escolha do Amapá como palco para essas entregas reflete uma visão estratégica de posicionamento do Brasil na Pan-Amazônia. Logo no início da manhã, às 9h, a comitiva ministerial se reúne no município de Oiapoque, na Escola Estadual Joaquim Caetano da Silva, para formalizar o início de um amplo diagnóstico e plano de ação voltado ao turismo de fronteira. A iniciativa tem o objetivo claro de mapear a infraestrutura e os gargalos da região, desenhando rotas que estimulem o intercâmbio cultural e comercial com a Guiana Francesa e o Suriname, estendendo-se também ao estado vizinho do Pará. Oiapoque, conhecido historicamente como o começo do Brasil, passa a ser encarado como um portal de entrada para visitantes internacionais e um polo de cooperação transfronteiriça.


Na sequência das atividades, o foco se desloca para a capital do estado. Às 15h, no Salão Macapá do Sebrae, os ministros Gustavo Feliciano e Waldez Góes assinam um protocolo de intenções entre as pastas do Turismo e da Integração e do Desenvolvimento Regional. Este acordo cria mecanismos diretos de cooperação para projetos de desenvolvimento sustentável, com um olhar atento e prioritário para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O principal objetivo é simplificar as linhas de financiamento para quem vive e trabalha com a atividade turística na região amazônica, onde as barreiras logísticas e burocráticas muitas vezes impedem o crescimento de pequenos negócios.

Paralelamente aos atos políticos e institucionais, o governo realiza nos dois municípios a 4ª edição do programa ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’. Em Oiapoque, o atendimento ao público acontece das 9h às 17h, no mesmo local da cerimônia de abertura. Já em Macapá, os empreendedores locais podem procurar o suporte das equipes técnicas no Sebrae, no período das 13h às 17h. Essa caravana de crédito visa colocar os operadores do setor — que vão de donos de pequenos hotéis e pousadas a guias de turismo e donos de restaurantes — frente a frente com os recursos do Fungetur, permitindo a modernização de instalações, capital de giro e compra de equipamentos com taxas de juros mais acessíveis que as de mercado.

Durante todo o dia, equipes técnicas também estarão disponíveis para realizar o atendimento e tirar dúvidas sobre o Cadastur, o sistema oficial de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no segmento. A regularização junto ao Ministério do Turismo é um pré-requisito obrigatório para o acesso às linhas de financiamento que serão disponibilizadas, tornando a presença do mutirão uma oportunidade crucial para a formalização do mercado amapaense. Com essa articulação, a expectativa é que o estado consiga estruturar sua cadeia produtiva para receber fluxos turísticos mais robustos.

A presença de três ministros de Estado no Amapá demonstra o peso político que o Palácio do Planalto confere à estruturação da infraestrutura regional. Para além do potencial natural intocado e da rica cultura local, o desenvolvimento do turismo nas fronteiras do extremo norte atua como uma ferramenta de soberania e de fixação do homem no campo, transformando a realidade socioeconômica de comunidades historicamente isoladas dos grandes centros emissores de turistas do país.

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