Atitude criminosa em partida de futebol expõe o nível de violência de jogadores como o argentino Otamendi

Por Amazônia Via Amapá
O futebol argentino deu um novo mau exemplo na terça-feira, 16 de novembro, de que é um dos espaços visíveis da sociedade portenha onde se expressa uma cota de violência extrema. Na partida entre Argentina e Brasil, realizada no Estádio del Bicentenário, em San Juan, pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022 no Catar, o argentino Nicolás Otamendi acertou uma cotovelada criminosa na boca do atacante Raphinha.
Aos 32 minutos do primeiro tempo, Raphinha disputou uma bola dentro da área argentina com o zagueiro Otamendi. O defensor conseguiu se impor na jogada, mas desferiu uma cotovelada na boca do atacante brasileiro que ocasionou em um corte profundo, mas o juiz sequer deu cartão amarelo. O lance causou revolta nas redes sociais contra o árbitro Andrés Cunha, contra o VAR, e até a imprensa argentina se aliou ao lado verde e amarelo pela expulsão do jogador do Benfica.
REVEJA A AGRESSÃO

A jogada criminosa irritou sobremodo o técnico Tite. Ele não escondeu sua revolta com a equipe de arbitragem, os uruguais Andres Cunha (principal), Richard Trinidad e Nicolas Tarán (assistentes), e no VAR, Esteban Ostojich. O comandante canarinho subiu o tom. “Vou tirar a máscara para falar e vou falar o que falei no vestiário para a arbitragem e vou assumir. O Cunha é um extraordinário árbitro. A qualidade técnica, um acompanhamento, percepções altíssimas, aspecto disciplinar muito alto e a arbitragem exigem uma boa equipe de trabalho. E quem está no VAR exige uma equipe muito alta de quem está no VAR. É simplesmente impossível. Vou repetir. É IMPOSSÍVEL não ver a cotovelada do Otamendi no Raphinha. Quem quer ter isenção na análise é muito clara. Isso ia determinar o resultado do jogo? Não sei. Tradição, qualidade técnica dos dois, tudo bem. Mas o componente (arbitragem) tem de ser igual. De um trabalho para arbitro de alto nível de VAR eu não posso conceber. Estou falando isso porque sou educado”, completou.

Na Argentina, a violência faz parte da cultura do futebol
A violência extrema sempre fez parte da cultura do futebol argentino, com relatos assustadores de agressões a jogadores, árbitros e torcedores. De acordo com estudiosos, a agressão do zagueiro Otamendi, que acertou uma cotovelada no rosto do atacante Raphinha, reflete parcialmente uma sociedade argentina cada vez mais violenta, onde a criminalidade está aumentando. Grande parte da violência pode ser associada a hostilidades entre facções rivais das “barra bravas”, a versão argentina de grupos de hooligans que usam os punhos, armas de fogo e facas, operando como pequenas máfias. Eles participam de negócios legais e ilegais, incluindo tráfico de drogas, muitas vezes com a cobertura e a cumplicidade da polícia, políticos e diretores dos clubes, de acordo com promotores e outros que estudam esse fenômeno.
Fatos assombrosos, a exemplo da agressão sofrida pelo zagueiro Jonathan Bottinelli, à época atuando no San Lorenzo de Almagro, descortinam aspectos sombrios de parte dos torcedores argentinos. Após um treino a portas fechadas, três torcedores do clube de futebol driblaram os seguranças e passaram a criticar duramente os jogadores em campo por suas derrotas recentes. O zagueiro pediu que os homens saíssem. Um deles investiu contra Bottinelli e lhe deu um soco. Outro o atingiu por trás. Alguns colegas de equipe correram para apartar a briga, segundo Bottinelli e outros, mas as agressões continuaram, deixando o jogador, torcedor do clube desde pequeno, com dúvidas sobre voltar a vestir a camisa azul e vermelha do San Lorenzo.
LITERATURA AMAZÔNICA
Terceiro livro de poemas de autoria do jornalista Emanoel Reis, “Almas Profanas — Poemas Transversos” representa momento de maturidade do autor em encontrar no trivial cotidiano a inspiração para produzir poemas livres de conceitos academistas, quase experimentais, exprimindo livremente sensações, desejos de carne, angústias intrínsecas, perplexidades diante da transversalidade da natureza humana. É um e-book com poucos poemas, todos construídos nos anos que antecederam a entrada oficial do poeta na chamada terceira idade. Embora o autor deixe bem claro que poetas e poesias são atemporais.
No mesmo Estádio del Bicentenário, em San Juan, palco do confronto entre Brasil e Argentina, uma bandeirinha foi agredida pelas costas. O episódio aconteceu durante partida entre Marquesado e San Martín. Torcedores do time da casa jogaram água fervendo nas costas da bandeirinha. Imediatamente, Rosana Paz, de 46 anos, precisou ser atendida. Mesmo com o ato de covardia contra a profissional, o árbitro Sebastián Fernández prosseguiu com o o jogo, alegando que faltava pouco para o término. A decisão, porém, foi alvo de críticas na internet. Ao voltar para casa, Rosana viu que tinham aparecido algumas bolhas em sua pele e foi a um posto de saúde, onde foram constatadas as queimaduras. Segundo o site argentino “911 Mujer”, dias antes, Rosana, que também trabalhava como secretária administrativa, havia comentado sobre as dificuldades de ser uma bandeirinha mulher.
Conmebol suspende árbitro e VAR de Argentina x Brasil por tempo indeterminado após ‘erros graves’
A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciou que os árbitros uruguaios Andrés Cunha e Estebán Ostojich foram suspensos “por tempo indeterminado” após os “erros graves” cometidos em Argentina 0 x 0 Brasil, na última terça-feira, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2022.
A comunicação foi feita pelo brasileiro Wilson Seneme, atual presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol.
Na partida, Cunha foi o juiz de campo, enquanto Ostojich esteve no comando do VAR.
Ambos foram muito criticados por não terem expulsado o zagueiro Otamendi, da Argentina, após uma cotovelada desleal em Raphinha, do Brasil, ainda no 1º tempo da partida.
Na análise dos áudios do VAR, Ostojich analisa o lance no monitor e diz que a agressão foi de “intensidade média” e merecia apenas cartão amarelo. Cunha, logo em seguida, concordou.
No entanto, até mesmo o jornal argentino Olé reconheceu que o lance era para vermelho direto “sem discussão”.
Analista de arbitragem dos canais esportivos do grupo Disney, Renata Ruel considerou o lance de Otamendi como “criminoso” e opinou que foi “inadmissível” o árbitro não ter sequer sido chamado ao monitor para revisar.
Por causa da cotovelada, Raphinha teve que levar cinco pontos na boca no intervalo da partida, já que estava sangrando muito.
Edição: Emanoel Reis
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