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Deyveson Oliveira supera rotina intensa e torna-se o segundo melhor faixa-preta master do mundo

Com foco no alto rendimento, o lutador amapaense supera adversários em Portugal e garante o segundo lugar mundial, evidenciando a força do jiu-jitsu regional em federações que crescem globalmente

Após quatro lutas intensas em solo europeu, o faixa-preta Deyveson Oliveira alcança o segundo lugar no mundo, levando a bandeira do Amapá ao pódio de um dos maiores circuitos globais — Foto: Arquivo pessoal/divulgação

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
12/05/2026 | 11h22

O lutador amapaense Deyveson Oliveira conquistou um feito histórico para o esporte do Amapá ao garantir a medalha de destaque no circuito mundial da Professional Brazilian Jiu-Jitsu Federation (PBJJF), realizado neste último fim de semana em Portugal, resultado que o catapultou para a segunda posição do ranking mundial na categoria master faixa-preta. Superando o cansaço de uma rotina dupla e o alto nível técnico dos adversários europeus, o atleta consolidou sua ascensão internacional após enfrentar quatro lutas decisivas em uma categoria absoluto que contava com 12 competidores inscritos, provando que o rigor técnico e a disciplina desenvolvidos na Amazônia possuem força para dominar os tatames globais.


CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis, Macapá – AP
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A conquista em solo português não foi fruto do acaso, mas de um planejamento estratégico que teve início em janeiro, imediatamente após o encerramento do ciclo europeu de competições anterior. O circuito da PBJJF é conhecido por sua organização rigorosa, reunindo torneios em diversos países ao longo do ano que somam pontos cruciais para o ranking global, atraindo tanto amadores quanto a elite dos profissionais da modalidade. Para Deyveson, cada etapa representa não apenas um desafio físico, mas uma batalha logística e mental para manter o alto rendimento exigido por uma federação que oferece estrutura de ponta e reconhecimento crescente no cenário das artes marciais. Com um calendário bem definido, ele conseguiu direcionar seus esforços para competições de prestígio, como o World Championship e o Pan-Americano, que são os pilares da federação.

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A jornada de um atleta master no Amapá exige sacrifícios que vão muito além das quatro linhas do tatame. Deyveson Oliveira personifica a realidade de muitos desportistas brasileiros que precisam equilibrar a paixão pelo esporte com as responsabilidades da vida adulta e profissional. Sua rotina é descrita como um ciclo ininterrupto de esforço: o dia começa cedo com as obrigações laborais e só termina após as 22h, com sessões diárias que incluem preparação física intensa, aprimoramento técnico e a exaustiva repetição de movimentos necessária para a perfeição na faixa-preta. “Foi sensacional participar. Trabalho o dia inteiro e começo os treinos às 18h. Chego em casa exausto e no dia seguinte preciso repetir tudo”, relatou o lutador, destacando que a manutenção do alto rendimento na categoria master exige uma conciliação quase acrobática entre a academia, o trabalho e o convívio familiar, sem que nenhum desses pilares seja negligenciado.

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A relevância do resultado obtido em Portugal ganha contornos ainda maiores quando se observa o crescimento da PBJJF, considerada uma das federações de jiu-jitsu que mais se expandem globalmente na atualidade. O sistema de pontuação da entidade, onde cada evento possui um peso específico, permite que atletas como Deyveson planejem suas viagens e ciclos de treinamento com meses de antecedência, otimizando investimentos e focando no ganho de posições no ranking. Estar no topo dessa lista mundial não é apenas um troféu pessoal para o amapaense, mas um selo de qualidade para o jiu-jitsu praticado na região Norte do Brasil, que segue exportando talentos capazes de vencer em qualquer continente.

A trajetória de Deyveson em Portugal foi marcada por uma resiliência técnica notável. Ao se inscrever na categoria absoluto, onde não há divisão de peso, o atleta se colocou à prova contra adversários fisicamente distintos, exigindo uma estratégia de luta versátil e um preparo psicológico blindado. O sucesso nessas quatro lutas fundamentais reflete a seriedade do trabalho realizado desde o início do ano e reforça a importância de federações que valorizam o atleta através de uma estrutura profissionalizada. Agora, como o segundo melhor do mundo em sua categoria, o amapaense retorna para casa com a missão renovada de manter a constância nos treinos noturnos e a disciplina que o transformou em uma referência internacional, provando que o caminho entre os rios da Amazônia e os pódios da Europa é pavimentado com suor e perseverança.

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