ECONOMIA

Macapá (AP) — Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026


Cenário econômico do Amapá ganha vitalidade com geração de 24.062 novos empregos formais até 2025

Com um saldo positivo de 24.062 vagas em menos de três anos, o mercado de trabalho amapaense registra crescimento de 30% na oferta de vagas para empregos formais. O avanço impulsiona os números nacionais e consolida a expansão econômica do Estado até o final de 2025

O avanço do empreendedorismo tem impulsionado a geração de novos postos de trabalho — Foto: ANA/Secom AP


O cenário econômico do Amapá atinge, neste fechamento de ciclo entre 2023 e o final de 2025, um patamar de vitalidade que redesenha as perspectivas de desenvolvimento do extremo norte brasileiro. De acordo com os dados consolidados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado foi protagonista de uma arrancada histórica ao gerar 24.062 novos empregos formais em um intervalo de menos de três anos. Este desempenho não é apenas um número isolado na estatística regional, mas uma engrenagem fundamental que ajudou o Brasil a romper a barreira simbólica e robusta de 5 milhões de novos vínculos de trabalho com carteira assinada em todo o território nacional no mesmo período.


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Ao observar a trajetória do mercado de trabalho amapaense, percebe-se um salto quantitativo impressionante: o número total de trabalhadores formalizados, que era de 80.233 ao final de 2022, saltou para 104.295 em novembro de 2025. Esse crescimento de aproximadamente 30% na base de trabalhadores com direitos garantidos reflete uma mudança estrutural na economia local, que deixou de ser meramente dependente do setor público para encontrar dinamismo na iniciativa privada e no empreendedorismo urbano.

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A força dessa transformação é evidenciada pela resiliência do mercado mesmo em meses tradicionalmente mais estáveis; apenas em novembro de 2025, o Amapá registrou um saldo positivo de 376 vagas, mantendo a curva ascendente em um momento em que muitas economias regionais começam a desacelerar para o balanço de final de ano. O que torna o caso amapaense particularmente notável é a harmonia do crescimento entre os diferentes setores produtivos. Não houve um “monopólio” de contratações por uma única atividade, mas sim um avanço transversal.

O setor de Serviços, acompanhando uma tendência global de terceirização da economia, foi o grande motor dessa locomotiva, sendo responsável pela abertura de 15.907 vagas. Este volume expressivo reflete o fortalecimento de áreas como tecnologia, saúde, educação privada e serviços especializados, que atendem a uma classe média em expansão e a um setor empresarial cada vez mais exigente.

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Logo atrás dos serviços, o Comércio consolidou sua posição como o segundo maior empregador do estado, gerando 4.955 novos postos de trabalho. A modernização do varejo em Macapá e Santana, com a chegada de novas redes e a expansão de centros comerciais, impulsionou a necessidade de mão de obra qualificada para o atendimento e logística.
A Indústria, que muitas vezes enfrenta desafios logísticos na região amazônica, demonstrou vigor ao registrar 2.018 novos vínculos, seguida pela Construção Civil, com 683 vagas, e pela Agropecuária, que contribuiu com 498 novos empregos formais. Embora o setor primário e a construção apresentem números mais modestos em comparação aos serviços, a manutenção do saldo positivo nestas áreas é crucial para a estabilidade econômica das cidades do interior e para a manutenção da infraestrutura estadual.

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Geograficamente, a prosperidade concentrou-se com força na Região Metropolitana. Macapá, a capital, reafirmou seu papel de polo econômico central ao concentrar a vasta maioria das novas oportunidades, com um saldo de 19.992 empregos com carteira assinada. Esse volume de contratações na capital é um reflexo direto de políticas de atração de investimentos e da melhoria do ambiente de negócios urbano.
No entanto, o desenvolvimento não ficou restrito aos limites da capital. Santana, o segundo maior município e vital para a logística portuária do estado, gerou 2.361 vínculos, enquanto Mazagão, que vem recebendo investimentos importantes em infraestrutura e integração, apresentou um saldo de 530 novos postos. Esse eixo Macapá-Santana-Mazagão consolida-se como o coração financeiro do Amapá, atraindo trabalhadores de todas as regiões do estado em busca de estabilidade profissional.

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Um dos dados mais significativos e socialmente relevantes deste relatório do Novo Caged reside no recorte de gênero. Em um movimento que sinaliza a redução de disparidades históricas no mercado de trabalho nortista, as mulheres foram as principais protagonistas da ocupação dessas novas vagas. Entre o início de 2023 e novembro de 2025, 12.184 mulheres ingressaram no mercado formal de trabalho no Amapá, superando o número de homens, que ocuparam 11.878 postos no mesmo período. Essa liderança feminina, especialmente concentrada no setor de serviços e comércio, aponta para uma transformação sociocultural onde a autonomia financeira das mulheres passa a ser um pilar central da economia doméstica amapaense. Além da questão de gênero, a renovação da força de trabalho é nítida quando analisamos a faixa etária dos novos contratados.

Por fim, o grau de instrução dos novos trabalhadores revela um mercado que valoriza a escolaridade básica completa, mas que também desafia o sistema educacional a continuar evoluindo. Das mais de 24 mil vagas criadas, 18.515 foram ocupadas por pessoas com o ensino médio completo. Esse dado mostra que o setor produtivo amapaense está absorvendo uma mão de obra que possui uma base de formação sólida, apta a operar em funções que exigem letramento, raciocínio lógico e capacidade de adaptação às novas tecnologias de gestão.


O aumento do número de empregos formais para mais de 104 mil vínculos é, em última análise, uma vitória da estabilidade institucional e da confiança do setor privado no potencial do Amapá. Ao cruzar a marca de 5 milhões de empregos no Brasil, o país olha para estados como o Amapá e enxerga não apenas uma fronteira geográfica, mas uma fronteira de oportunidades que, através do emprego com carteira assinada, garante dignidade, renda e um horizonte de crescimento sustentável para as próximas décadas.

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