Contratações temporárias devem mobilizar mercado na Páscoa

A Associação das Empresas de Trabalho Temporário (Asserttem) prevê mais de 700 mil vagas temporárias no 1º trimestre de 2022, em nível nacional. Somente na Páscoa, deverá movimentar cerca de 14 mil oportunidades no formato de trabalho. A data trará reflexo no comércio, setor que concentra a demanda por mão de obra no período.
Cilene Herbster, diretora regional Norte da Asserttem, destaca que a região Norte segue com o maior número de contratações no setor da indústria, principalmente na cidade de Manaus, em razão da Zona Franca. Mas a época mais doce do ano vai turbinar o mercado.
A expectativa é positiva para os primeiros 3 meses de 2022, onde as contratações serão puxadas pela Páscoa. O trabalho temporário é muito utilizado em datas sazonais, como por exemplo: Natal, Mães, Pais, Páscoa, entre outras, períodos em que a indústria e o comércio necessitam reforçar as equipes de produção e de vendas, respectivamente, para atender ao aumento da demanda. Além disso, acreditamos na redução da inflação e na queda do dólar, que contribuirão para a melhoria desse resultado.
— Cilene Herbster/Diretor da Asserttem
Segundo a entidade, em 2022, a Páscoa vai surpreender positivamente por causa da aceleração da indústria de chocolate desde dezembro do ano passado.
Ainda de acordo com Cilene, as empresas conseguem acompanhar a oscilação do mercado, garantindo flexibilidade de gestão, rapidez, eficiência, segurança econômica e jurídica, tanto para as empresas, quanto para os trabalhadores temporários.
Apesar dos índices, o cenário é de cautela para o presidente da Asserttem, Marcos de Abreu. “A associação segue cautelosa em suas projeções, já que também espera um decréscimo nas contratações pela indústria em fevereiro e março. “Além disso, ainda encontram dificuldade em encontrar mão de obra nos pequenos municípios brasileiros, dificultando as contratações temporárias”, frisou..
Saldo positivo
O mês de janeiro deste ano gerou 202.220 mil vagas temporárias, um aumento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2021. Segundo a Associação, neste primeiro trimestre, o destaque nas contratações de janeiro foi o setor de serviços. No mês, o setor da indústria foi responsável por (55%) das contratações temporárias, seguido pelo de serviços (35%) e comércio (10%). O resultado para o mês de janeiro deste ano foi o melhor desde o início da série histórica, em 2014.
Este resultado foi uma grata surpresa, pois estávamos cautelosos de como seria o resultado deste 1º trimestre e vimos que ele deve surpreender positivamente se tomarmos janeiro como base”, diz Abreu.
— Cilene Herbster
“Prevíamos uma redução nas contratações devido à pandemia e inflação. Mas, nenhum desses fatores foram suficientes para segurar as contratações temporárias no mês de janeiro”, explica o presidente da associação. “Os fatores climáticos anteciparam a colheita de soja, o que impactou nas contratações da indústria de alimentos. Além disso, a melhoria na recepção de componentes importados da China liberou a indústria para produzir neste período do ano.
Papel fundamental
Para a Associação, está claro que as empresas têm se apoiado na modalidade do Trabalho Temporário para se manterem fortes no mercado e atenderem suas demandas. Mas, sem os altos custos de contratos CLT.
“O Trabalho Temporário confere a elas, neste momento, o que precisam que é flexibilidade de gestão, por sua rapidez, eficiência e segurança econômica e jurídica tanto para as empresas quanto para os trabalhadores”, reforça Abreu.
Tanto é que na modalidade do Trabalho Temporário, a empresa com a necessidade transitória arca com a folha de salário e a previdência social do trabalhador, que tem custo menor do que no regime CLT. “Cabendo à agência de Trabalho Temporário apenas a intermediação da contratação entre empresa e trabalhador”, orienta.
Por fim, Abreu destaca a importância da modalidade no combate ao desemprego. “O Brasil abriu 2,7 milhões de postos de trabalho com carteira assinada em 2021, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Destes, cerca de 594 mil passaram pela modalidade do Trabalho Temporário antes de serem efetivados. Um número expressivo”, conclui.
Saiba mais
O Trabalho Temporário, regido pela Lei federal 6.019/74 e regulamentado pelo decreto 10.854/2021, mantém crescimento nas contratações, pois se mostrou grande aliado das empresas e dos trabalhadores, principalmente em razão da pandemia, tanto que o resultado de janeiro deste ano gerou 202.220 mil vagas temporárias, um aumento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2021, foi o melhor desde o início da série histórica, em 2014.

