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Durante julgamento por estupro, Daniel Alves nega ‘ato sexual’ e se comove com o peso das acusações

Pressionado pelos magistrados, ex-jogador baixa a cabeça com ar de arrependimento — Foto: Reprodução

Acusado de estupro por uma jovem espanhola de 23 anos, o atleta foi julgado nessa semana; Sentença ainda não tem prazo para ser proferida pela juíza

Acusado de estupro por uma jovem espanhola de 23 anos, o lateral direito Daniel Alves finalmente deu seu depoimento à Justiça da Espanha na quarta-feira (7), o terceiro e último dia de audiências do seu julgamento. Durante a fala que durou pouco mais de 20 minutos, o atleta chorou, contou detalhes da sua versão sobre o que aconteceu na noite da ocorrência e negou ter tido “ato sexual” com a vítima.
O depoimento de Daniel Alves foi dado exclusivamente a partir de perguntas de Inés Guardiola, sua advogada, conforme acordado no tribunal dias atrás. Logo de cara ele revelou ter bebido, junto com três amigos, cinco garrafas de vinho e uma de uísque. Ele teria consumido a metade do álcool sozinho.

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Segundo sua versão, ele seria um verdadeiro “cavaleiro”, e alega que teria negado o “ato sexual” com a jovem para preservar o próprio casamento. Narrou que dançava com a moça, de “forma sexual”. Ela o teria tocado nas genitálias e em nenhum momento pediu para ele parar com qualquer ação.
Inés Guardiola então perguntou se essa era a mesma versão dada na audiência de instrução. Alves disse que sim mas que, na ocasião, omitiu o sexo oral para “não pegar mal” com a modelo Joana Sanz, com quem era casado. O atleta ainda negou ter visto a jovem e suas amigas após a ida ao banheiro e afirmou que perdeu todos os seus contratos por conta das acusações, tendo apenas cerca de 50 mil euros em suas contas bancárias. A narrativa claramente serve para rebater a indenização, três vezes maior que o valor declarado, pedida pela vítima
Foi esse o gancho o que o fez chorar no depoimento. Após lamentar a perda dos contratos, o atleta lembrou que soube da denúncia de estupro através da imprensa. Veio a crise de choro e ele teria pedido um copo d’água.

O Ministério Público espanhol pede que o brasileiro pegue 9 anos de prisão, caso ele seja considerado culpado e, assim, condenado. Mas os advogados da vítima não ficaram satisfeitos e reivindicam que o jogador receba a pena máxima pelo crime de estupro na Espanha, que é de 12 anos de cadeia. Além disso, exigem indenização de 150 mil euros (R$ 800 mil) pelos danos físicos e psicológicos causados à mulher.
Agora, a juíza do caso, Isabel Delgado Perez, elaborará sua sentença, sem prazo para conclusão. O jogador permanecerá preso durante o período.


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