GERAL

Levantamento sobre violência na Amazônia revela atuação crescente de facções criminosas em cidades interioranas

Práticas ambientais criminosas ganharam força com aumento de facções na Amazônia — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou presença de grupos do crime organizado em 178 municípios

Relatório recentemente divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em colaboração com o Instituto Mãe Crioula, destaca a crescente influência de 22 facções criminosas na Amazônia Legal. Segundo o estudo, 59% dos residentes dos nove estados da região vivem em áreas fortemente afetadas pelo crime organizado.

Os desafios de segurança e infraestrutura agravam a situação, com um aumento de 85,3% no desmatamento e um aumento de 194% nas apreensões de cocaína desde 2018. A região enfrenta desafios de segurança significativos, com cada policial militar responsável por aproximadamente 83 km², quase quatro vezes a média nacional. .
A infra-estrutura policial limitada dificulta as investigações criminais. Com apenas 53 delegacias e 50 delegados, Roraima atribui a cada agente uma área de responsabilidade de 455 km². No Amazonas esse número sobe para 835 km².

LITERATURA DA AMAZÔNIA

Toda a trama desta obra de suspense se passa na cidade fictícia de Dazonino, um pequeno distrito industrial encravado no extremo norte do Brasil, mais precisamente no topo da Amazônia Legal, onde a biodiversidade é rica em vidas raras e minérios valiosos. Ambos cobiçados mundo afora, mais por quem destruiu seu próprio bioma, exauriu o solo e consumiu até a última gota de água potável.
É habitada por um povo miscigenado, pardacento, de olhos espremidos e bocas roxas. Caboclos persistentes nas crenças, profanos nas festas, devassos no amor e no sexo.
Um povo que gosta de viver tão intensamente que às vezes não é levado muito a sério. Que ri e chora simultaneamente, rezando e sambando, benzendo e amaldiçoando. Idiossincrasias que encantam e espantam. Tudo para driblar dificuldades tão crônicas quanto pandemia de malária ou surto assombroso de poliomielite.
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Consta no estudo aumento significativo da violência na região, com 33,8 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2022, 45% acima da média nacional.
Também revela substancial evolução no tráfico de ouro, indicando intensa atividade ilegal, especialmente em territórios indígenas conast. A recompensa pela exploração mineral na Amazônia Legal aumentou 294,7% entre 2018 e 2022.
Diretor Geral do Fórum Brasileiro de Segurança, Renato Sérgio de Lima enfatiza a complexidade dos desafios que enfrentamos: “A expansão do crime organizado representa uma ameaça direta ao meio ambiente e à economia regional”.

LITERATURA DA AMAZÔNIA

Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.

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O documento foi apresentado na COP28 em Dubai e destaca, ainda, a necessidade de uma coordenação mais eficaz no combate ao crime na Amazônia Legal, incluindo uso mais estratégico das Forças Armadas. A extensa presença de facções criminosas na região sublinha a urgência de uma resposta forte e integrada para reduzir a criminalidade e proteger as comunidades locais e o meio ambiente.


O que ocorreu foi uma absorção dessas facções locais, a partir das facções do Sudeste, bem como o surgimento de grupos regionais dentro da região Amazônica, e isso acabou colocando em evidência a chegada de grupos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

— Renato Sérgio de Lima/diretor-presidente do Fórum
DISPUTA DO CRIME ORGANIZADO


Entre as facções na Amazônia Legal estão grupos com presença nacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Facções locais, como a Família do Norte (FDN), e estrangeiras —do Peru, Venezuela e Colômbia.
Essa teia do crime organizado, que sempre contou com facções locais, foi nacionalizada a partir de 2016, explica o pesquisador da Universidade do Estado do Pará e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Aiala Couto.
Nesse período, completa o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, as duas maiores facções do Sudeste quebraram um acordo de convivência na Amazônia Legal e passaram a disputar protagonismo.
A nova dinâmica de criminalidade descontrolada da região ficou explícita para todo o país a partir do final de 2016 e começo de 2017, quando essa disputa levou a diversos massacres e rebeliões em penitenciárias.
Entre estes, estão os episódios da penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, onde 66 detentos foram assassinados, e o do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no Amazonas, com 56 mortos.
Em 2017, inclusive, o Brasil atingiu o pico de mortes violentas da série histórica coletada pelos pesquisadores, com 63.880 casos.


Fonte: G1

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