GERAL

Polícia investiga denúncia de agressão a mulheres em boate envolvendo o ex-senador Paulo Rocha

Autoridades policiais investigam as circunstâncias de uma denúncia de agressão a mulheres envolvendo o político paraense durante evento comemorativo realizado em um estabelecimento de Belém do Pará

Visivelmente irritado e aos gritos, o ex-parlamentar Paulo Rocha (PT) protagoniza momento de forte tensão e bate-boca com convidadas presentes na festa de comemoração de bodas do ex-deputado Nadir Neves, no Umarizal — Imagem: Redes Sociais/ArteAVA

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
12/10/2026 | 13h24


O ex-senador Paulo Rocha (PT) foi conduzido a uma delegacia na noite do último domingo (11), após ser envolvido em uma grave denúncia de agressão contra mulheres durante uma festa de aniversário de casamento na Casa da Seresta, localizada no bairro tradicional do Umarizal, em Belém, em um episódio que mobilizou testemunhas, transeuntes e autoridades locais em meio a intensa repercussão pública e forte cobrança por esclarecimentos rápidos e transparentes sobre os fatos ocorridos no estabelecimento comercial.


CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis, Macapá – AP
CLASSIFICADOSCLASSIFICADOS12 de maio de 2020Emanoel Reis, Macapá – AP

A celebração, que reunia figuras conhecidas da política regional para comemorar as bodas do ex-deputado estadual Nadir Neves e sua esposa Benedita Neves — proprietários do espaço festivo —, transformou-se repentinamente em cenário de tensão generalizada quando registros em vídeo começaram a circular nas redes sociais, mostrando o ex-parlamentar visivelmente alterado dentro da repartição policial enquanto populares e pessoas que afirmam ter presenciado a confusão relatavam cenas de violência verbal e física contra convidadas presentes no evento privado.

Apesar da circulação rápida das imagens e dos relatos preliminares colhidos no local por testemunhas oculares, as circunstâncias exatas que motivaram o início da briga, a identidade das possíveis vítimas afetadas diretamente pela agressão e as providências formais adotadas pelo plantão da Polícia Civil do Pará permanecem sob rigorosa apuração oficial, sem que órgãos de segurança pública tenham divulgado até o momento boletins detalhados ou confirmação de eventual prisão em flagrante do político investigado pelas autoridades.

Especialistas em segurança pública e defensores dos direitos humanos ouvidos por nossa reportagem destacam que episódios envolvendo figuras públicas em locais de grande circulação escancaram a urgência de combater a impunidade estrutural e a violência de gênero no país, lembrando que a Lei Maria da Penha e os protocolos de proteção às mulheres preveem rigor absoluto independentemente do status político ou partidário do agressor, o que torna a fiscalização social e a atuação célere do Ministério Público fundamentais para garantir justiça efetiva.

Moradores da capital paraense e frequentadores da região do Umarizal expressaram profunda indignação diante do ocorrido, ressaltando que bairros boêmios e tradicionais da cidade não podem se transformar em palcos de impunidade para crimes dessa natureza, enquanto coletivos feministas locais já articulam manifestações públicas para cobrar transparência nas investigações policiais e acolhimento adequado às mulheres supostamente agredidas durante a festa de comemoração política.

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Até o fechamento desta edição, a equipe de reportagem tentou sucessivos contatos com a Polícia Civil para obter o laudo oficial da ocorrência e esclarecer o andamento das diligências, além de manter abertos os canais de comunicação para receber uma manifestação formal da defesa técnica do ex-senador Paulo Rocha e da assessoria de imprensa da Casa da Seresta, cujos representantes ainda não se pronunciaram publicamente sobre as graves acusações levantadas pelas testemunhas e pelos vídeos divulgados na internet.

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