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Mapa revela civilização perdida de 2,5 mil anos escondida na Amazônia

Mapa lda cidade de Kunguints, na Amazônia equatoriana, revela ruas antigas repletas de casas — Foto: Antoine Dorison e Stéphen Rostain

Assentamentos cuja ocupação começou por volta de 500 a.C. são mais antigos do que qualquer outra sociedade amazônica complexa já descoberta

Arqueólogos descobriram um conjunto de cidades perdidas na Floresta Amazônica do Equador que abrigava pelo menos 10 mil agricultores há cerca de 2 mil anos.
Uma série de montículos de terra e estradas enterradas no Equador foram notadas pela primeira vez há mais de duas décadas pelo arqueólogo Stéphen Rostain. Mas, na época, “não tinha certeza de como tudo se encaixava”, disse ele, um dos pesquisadores que relataram a descoberta na quinta-feira, 11, na revista científica Science.

Recentemente, mapeamentos feitos por tecnologia de sensor a laser revelaram que esses locais fazem parte de uma densa rede de assentamentos e estradas conectadas, escondidas nas colinas arborizadas dos Andes, que duraram cerca de 1 mil anos. “Era um vale perdido de cidades”, disse Rostain, que lidera as investigações no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. “É incrível.”


LITERATURA DA AMAZÔNIA

Toda a trama desta obra de suspense se passa na cidade fictícia de Dazonino, um pequeno distrito industrial encravado no extremo norte do Brasil, mais precisamente no topo da Amazônia Legal, onde a biodiversidade é rica em vidas raras e minérios valiosos. Ambos cobiçados mundo afora, mais por quem destruiu seu próprio bioma, exauriu o solo e consumiu até a última gota de água potável.
É habitada por um povo miscigenado, pardacento, de olhos espremidos e bocas roxas. Caboclos persistentes nas crenças, profanos nas festas, devassos no amor e no sexo.
Um povo que gosta de viver tão intensamente que às vezes não é levado muito a sério. Que ri e chora simultaneamente, rezando e sambando, benzendo e amaldiçoando. Idiossincrasias que encantam e espantam. Tudo para driblar dificuldades tão crônicas quanto pandemia de malária ou surto assombroso de poliomielite.
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Edificações residenciais e cerimoniais erguidas em mais de 6 mil montículos de terra eram circundadas por campos agrícolas com canais de drenagem. As maiores estradas tinham 10 metros de largura e se estendiam por 10 a 20 quilômetros.
Embora seja difícil estimar a dimensão da população, o local abrigava pelo menos 10 mil habitantes — e talvez até 15 mil ou 30 mil em seu auge, afirmou o arqueólogo Antoine Dorison, coautor do estudo, do mesmo instituto francês. Isso é comparável à população estimada da Londres da Era Romana — na época, a maior cidade da Grã-Bretanha.


LITERATURA DA AMAZÔNIA

Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.

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“Isso mostra uma ocupação muito densa e uma sociedade extremamente complicada”, disse o arqueólogo da Universidade da Flórida, Michael Heckenberger, que não esteve envolvido no estudo. “Para a região, está realmente em uma categoria própria em termos de quão precoce é.”
José Iriarte, arqueólogo da Universidade de Exeter, afirmou que seria necessário um sistema elaborado de trabalho organizado para construir as estradas e milhares de montículos de terra.

A Amazônia é frequentemente considerada como uma “natureza intocada com apenas pequenos grupos de pessoas”. No entanto, descobertas recentes têm mostrado o quão mais complexo realmente era o passado” da floresta, disse ele.
Recentemente, cientistas também encontraram evidências de sociedades intricadas na floresta tropical que antecederam o contato europeu em outras partes da Amazônia, incluindo na Bolívia e no Brasil. “Sempre houve uma incrível diversidade de pessoas e assentamentos na Amazônia, não apenas uma maneira de viver”, disse Rostain. “Estamos apenas aprendendo mais sobre eles”.


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