Nicolás Maduro demonstra temor em relação a Donald Trump enquanto o regime intensifica repressão interna
O tirano determinou o controle total dos veículos de comunicação da Venezuela. Toda tentativa de liberdade de Imprensa ou de expressão é tratada com extrema violência

Enquanto o ditador Nicolás Maduro parece se contorcer de medo à simples menção do nome de Donald Trump, no palco interno da Venezuela, o regime de Caracas continua a esmagar seus opositores e críticos com uma violência e arbitrariedade extremas. A aparente timidez externa do líder bolivariano contrasta brutalmente com a mão de ferro que ele mantém sobre a sociedade civil e a imprensa de seu país, transformando o ato de informar em um risco existencial.

Recentemente, a repressão implacável do regime teve como alvo o jornalista José Serna, cuja única transgressão foi a de exercer o ofício de informar sobre um problema trivial, mas que afeta a vida cotidiana dos cidadãos. Serna foi detido por ter publicado um vídeo nas redes sociais que denunciava a existência de um buraco em uma avenida localizada na província de Zulia.

A denúncia da prisão veio a público através do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) em sua conta na plataforma X. Segundo o relato do sindicato, Serna foi detido por agentes da Polícia Municipal de Cabimas, o município onde a avenida em questão está localizada, sendo levado sob custódia dentro de seu próprio local de trabalho.
O SNTP detalhou que os policiais chegaram pela manhã e levaram o jornalista sem apresentar qualquer explicação formal ou documento que justificasse a detenção, transferindo-o para o comando policial do setor de Los Hornitos, no estado de Zulia. A entidade sindical informou que, extraoficialmente, fontes locais indicaram que a motivação real para a prisão estava diretamente vinculada ao vídeo em que Serna criticava e denunciava a falha na infraestrutura da via, bastante utilizada pelos moradores da região.

O silêncio oficial das autoridades de segurança sobre os motivos jurídicos da detenção do jornalista foi notado e reportado pelo jornal El Nacional. A publicação enfatizou que o caso permanece sem os devidos esclarecimentos e que nenhum documento público foi apresentado pelas forças policiais até o momento, reforçando o caráter arbitrário da ação. Diante da intimidação, o SNTP não hesitou em pedir a libertação imediata do jornalista, classificando a atuação da polícia venezuelana como um claro ato de coerção contra a atividade jornalística e a liberdade de expressão no país. O episódio de José Serna é mais um sintoma da asfixia democrática imposta pelo regime chavista, onde até mesmo a denúncia de um buraco na estrada é tratada como um ato de subversão que merece punição.



