Líder supremo do Irã promete retaliação a ‘inimigo sionista’ em discurso após ataque dos EUA
“O inimigo sionista cometeu um grande erro, um grande crime; deve ser punido e está sendo punido; está sendo punido neste exato momento”, disse Khamenei em um post no X

O aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, afirmou que a “punição continuará” contra Israel após os EUA se unirem aos ataques israelenses. Em resposta aos bombardeios a três instalações nucleares iranianas por Donald Trump, Khamenei declarou que o “inimigo sionista” deve e está sendo punido.
O Irã, em retaliação, ameaçou atacar bases militares dos EUA no Oriente Médio, alegando que elas seriam “alvos legítimos”. O Exército israelense confirmou ataques em alvos militares no Irã, visando locais de lançamento e armazenamento de mísseis, com alguns relatos de mortes devido aos bombardeios.

O Irã ameaçou atacar bases militares americanas no Oriente Médio em retaliação aos ataques de Washington. Um assessor do aiatolá afirmou que os Estados Unidos “já não têm lugar” no Oriente Médio e que terão que “arcar com as consequências irreparáveis” dos ataques.
Trump, em um post provocativo, insinuou a possibilidade de uma mudança de regime no Irã, fazendo referência ao seu lema político. J. D. Vance, vice de Trump, afirmou que não estão em guerra com o Irã, mas com seu programa nuclear.
Por precaução, Khamenei começou a se comunicar com seus comandantes por meio de um assessor, evitando a comunicação direta para proteger-se de possíveis ataques.

Ele também nomeou substitutos em sua cadeia de comando militar e indicou três clérigos como possíveis sucessores, indicando a crescente insegurança de sua posição e do regime que lidera há 30 anos.
Decisão de Trump sobre ataque ao Irã resultou em reuniões caóticas na Casa Branca
Na tarde de quinta-feira, 19, em pé no púlpito da sala de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, leu uma mensagem que, segundo ela, veio “diretamente do presidente”.
Devido à “possibilidade substancial de negociações” com o Irã que poderiam tirar os Estados Unidos da beira de entrar na guerra no Oriente Médio, o presidente Trump tomaria uma decisão sobre atacar ou não o Irã “nas próximas duas semanas”.
Trump estava sob pressão da ala não intervencionista do partido Republicano para ficar fora do conflito e almoçara naquele dia com um dos oponentes mais declarados de uma campanha de bombardeios, Stephen K. Bannon, alimentando especulações de que ele poderia adiar a decisão.
Era um engano completo. Trump já havia praticamente decidido bombardear as instalações nucleares do Irã, e os preparativos militares para o complexo ataque estavam bem avançados. Menos de 30 horas depois que Leavitt transmitiu sua declaração, Trump daria a ordem para um ataque que colocou os Estados Unidos no meio do mais recente conflito a eclodir em uma das regiões mais voláteis do mundo.
A declaração de “duas semanas” de Trump foi apenas um dos muitos aspectos de um esforço mais amplo de desorientação política e militar que ocorreu durante oito dias caóticos, desde os primeiros ataques israelenses contra o Irã até o momento em que uma frota de bombardeiros B-2 decolou do Missouri para os primeiros ataques militares americanos dentro do Irã desde a revolução teocrática daquele país em 1979.
Entrevistas com funcionários do governo, aliados e assessores de Trump, funcionários do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com os eventos mostram como, durante esse período, diferentes facções dos aliados de Trump se engalfinharam para conquistar um presidente indeciso sobre escolher a guerra, a diplomacia ou alguma combinação das duas.
Líder supremo do Irã diz que o ‘inimigo cometeu um grande erro’
O aiatolá Ali Khamenei afirmou no domingo, 22, sem citar os Estados Unidos, que “o inimigo sionista cometeu um grande erro” e “deve ser punido”.
A declaração foi o primeiro pronunciamento do líder supremo do Irã desde o ataque norte-americano a três instalações nucleares iranianas.
Em sua conta na rede social X, Ali Khamenei escreveu: “O inimigo sionista cometeu um grande erro, cometeu um grande crime; deve ser punido — e está sendo punido. Está sendo punido neste exato momento”.

