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Líder supremo do Irã promete retaliação a ‘inimigo sionista’ em discurso após ataque dos EUA

“O inimigo sionista cometeu um grande erro, um grande crime; deve ser punido e está sendo punido; está sendo punido neste exato momento”, disse Khamenei em um post no X

Aiatolá Ali Khamenei fez o primeiro pronunciamento após os ataques dos EUA contra instalações nucleares no Irã — Foto: Redes Sociais


O aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, afirmou que a “punição continuará” contra Israel após os EUA se unirem aos ataques israelenses. Em resposta aos bombardeios a três instalações nucleares iranianas por Donald Trump, Khamenei declarou que o “inimigo sionista” deve e está sendo punido.
O Irã, em retaliação, ameaçou atacar bases militares dos EUA no Oriente Médio, alegando que elas seriam “alvos legítimos”. O Exército israelense confirmou ataques em alvos militares no Irã, visando locais de lançamento e armazenamento de mísseis, com alguns relatos de mortes devido aos bombardeios.

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Trump, em um post provocativo, insinuou a possibilidade de uma mudança de regime no Irã, fazendo referência ao seu lema político. J. D. Vance, vice de Trump, afirmou que não estão em guerra com o Irã, mas com seu programa nuclear.
Por precaução, Khamenei começou a se comunicar com seus comandantes por meio de um assessor, evitando a comunicação direta para proteger-se de possíveis ataques.


Ele também nomeou substitutos em sua cadeia de comando militar e indicou três clérigos como possíveis sucessores, indicando a crescente insegurança de sua posição e do regime que lidera há 30 anos.

Decisão de Trump sobre ataque ao Irã resultou em reuniões caóticas na Casa Branca

Na tarde de quinta-feira, 19, em pé no púlpito da sala de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, leu uma mensagem que, segundo ela, veio “diretamente do presidente”.
Devido à “possibilidade substancial de negociações” com o Irã que poderiam tirar os Estados Unidos da beira de entrar na guerra no Oriente Médio, o presidente Trump tomaria uma decisão sobre atacar ou não o Irã “nas próximas duas semanas”.
Trump estava sob pressão da ala não intervencionista do partido Republicano para ficar fora do conflito e almoçara naquele dia com um dos oponentes mais declarados de uma campanha de bombardeios, Stephen K. Bannon, alimentando especulações de que ele poderia adiar a decisão.
Era um engano completo. Trump já havia praticamente decidido bombardear as instalações nucleares do Irã, e os preparativos militares para o complexo ataque estavam bem avançados. Menos de 30 horas depois que Leavitt transmitiu sua declaração, Trump daria a ordem para um ataque que colocou os Estados Unidos no meio do mais recente conflito a eclodir em uma das regiões mais voláteis do mundo.
A declaração de “duas semanas” de Trump foi apenas um dos muitos aspectos de um esforço mais amplo de desorientação política e militar que ocorreu durante oito dias caóticos, desde os primeiros ataques israelenses contra o Irã até o momento em que uma frota de bombardeiros B-2 decolou do Missouri para os primeiros ataques militares americanos dentro do Irã desde a revolução teocrática daquele país em 1979.
Entrevistas com funcionários do governo, aliados e assessores de Trump, funcionários do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com os eventos mostram como, durante esse período, diferentes facções dos aliados de Trump se engalfinharam para conquistar um presidente indeciso sobre escolher a guerra, a diplomacia ou alguma combinação das duas.


Líder supremo do Irã diz que o ‘inimigo cometeu um grande erro’

O aiatolá Ali Khamenei afirmou no domingo, 22, sem citar os Estados Unidos, que “o inimigo sionista cometeu um grande erro” e “deve ser punido”.
A declaração foi o primeiro pronunciamento do líder supremo do Irã desde o ataque norte-americano a três instalações nucleares iranianas.
Em sua conta na rede social X, Ali Khamenei escreveu: “O inimigo sionista cometeu um grande erro, cometeu um grande crime; deve ser punido — e está sendo punido. Está sendo punido neste exato momento”.

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