Tensões aumentam no Oriente Médio após disparos de mísseis do Irã contra Israel
Para o primeiro-ministro de Israel, o regime no Irã não entende a determinação dos israelenses de se defenderem

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram na terça-feira (1º) que o Irã lançou mísseis balísticos contra seu território, conforme alertado mais cedo por fontes do governo americano. A ação, que seria uma retaliação aos recentes ataques contra o Hezbollah, provocou a ativação de alarmes antiaéreos em todo o país.
Tel Aviv informou que interceptou “um grande número” dos 180 mísseis balísticos lançados pelo contra Israel nesta terça-feira, com apoio dos Estados Unidos, que ajudaram na identificação prévia do ataque e na defesa, segunda as FDI.

O Exército emitiu um comunicado logo após o início do ataque convocando a população a encontrar abrigo e permanecer em áreas protegidas enquanto os lançamentos acontecem. “Você está sendo aconselhado a permanecer em uma área protegida até novo aviso”, disseram os militares.
Em Jerusalém, além do som das sirenes, também puderam ser vistos mísseis interceptados no céu e ouvidas as explosões.
A defesa israelense acrescentou na nota que as explosões ouvidas em todo o país são “interceptações ou impactos” de estilhaços ou foguetes em Tel Aviv, próximo ao Mar Morto, no sul e na região de Sharon.
Não há danos à “competência” da Força Aérea Israelense no ataque, e os aviões, as defesas aéreas e o controle de tráfego aéreo estão operando normalmente, de acordo com os militares do país atacado.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou o ataque, informando que lançou dezenas de mísseis em direção a Israel. Ainda, Teerã alertou que, se o país retaliasse, a resposta de seria “mais esmagadora e ruinosa”.
Em um comunicado, a missão iraniana na ONU também se manifestou sobre os últimos acontecimentos. Eles descreveram o ataque como uma “resposta legal, racional e legítima aos atos terroristas do regime sionista contra cidadãos e interesses iranianos e por violar a soberania da República Islâmica”.

Netanyahu afirma que Irã errou ao atacar e sofrerá consequências severas
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou nesta terça-feira (1º) o ataque de mísseis do Irã contra Israel como um “grave erro” e assegurou que Teerã “pagará” o preço pela agressão.
“Irã cometeu um grave erro esta noite e pagará por isso”, afirmou Netanyahu horas após o ataque. “Quem nos ataca, nós atacamos”, acrescentou, como forma de advertência.
Em um comunicado, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, que estava no centro de comando e controle supervisionando a interceptação dos mísseis, também prometeu punir os iranianos pelo ataque.
“O Irã não aprendeu uma lição simples: aqueles que atacam o Estado de Israel pagam um preço alto”, declarou.

