LITERATURA

Polarização política no Brasil entre eleitores de Lula e Bolsonaro só deve piorar a partir de 2024, afirmam escritores

Felipe Nunes e Thomas Traumann, autores de Biografia do Abismo, analisaram polarização no Brasil a partir de uma pesquisa com 99 mil entrevistas domiciliaresFoto: Divulgação

Em Biografia do Abismo, o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, Pesquisa e Consultoria, e o renomado jornalista nacional Thomas Traumann juntaram forças para escrever um estupendo livro sobre os bastidores das eleições, tendo como mote principal a divisão entre lulistas e bolsonaristas, que desceu do palanque após as eleições mais acirradas de todos os tempos e chegou ao cotidiano dos brasileiros, quer eles gostem ou não

Vejam a que ponto chega o nível de insensatez entre os brasileiros que, contaminados pela polarização política desde 2018, se odeiam com todas as forças e falta de imaginação na disputa entre Lula e Bolsonaro. Segundo o livro “Biografia do Abismo”, dos escritores Felipe Nunes e Thomas Traumann, cerca de 32% dos eleitores de Lula e Bolsonaro não pensam em reatar amizades perdidas e até mesmo laços familiares rompidos por conta de divergências políticas.

Os dados contidos na obra, lançada recentemente, estão baseados em uma pesquisa da Quest, feita em julho deste ano. Um detalhe assustador é que 25% dos brasileiros dizem que se sentiriam mal se seus filhos estudassem em uma escola onde muitos pais tivessem visões políticas distintas. Ou seja, a ideia do pensamento único, sem contestações, dita o comportamento político dos ouvidos pela pesquisa.
Na verdade, antagonismos políticos sempre existiram. Há décadas, considerar-se de esquerda ou de direita tem uma dose de influência nas escolhas pessoais. No entanto, desde as eleições de 2018, tal importância atingiu outra dimensão na vida dos brasileiros, causando uma polarização política sem precedentes.


LITERATURA DA AMAZÔNIA

Toda a trama desta obra de suspense se passa na cidade fictícia de Dazonino, um pequeno distrito industrial encravado no extremo norte do Brasil, mais precisamente no topo da Amazônia Legal, onde a biodiversidade é rica em vidas raras e minérios valiosos. Ambos cobiçados mundo afora, mais por quem destruiu seu próprio bioma, exauriu o solo e consumiu até a última gota de água potável.
É habitada por um povo miscigenado, pardacento, de olhos espremidos e bocas roxas. Caboclos persistentes nas crenças, profanos nas festas, devassos no amor e no sexo.
Um povo que gosta de viver tão intensamente que às vezes não é levado muito a sério. Que ri e chora simultaneamente, rezando e sambando, benzendo e amaldiçoando. Idiossincrasias que encantam e espantam. Tudo para driblar dificuldades tão crônicas quanto pandemia de malária ou surto assombroso de poliomielite.
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Do supermercado ao restaurante, da loja de roupas ao destino das férias, do ambiente acadêmico, nas salas de aula, até no estádio de futebol, cada pequena escolha é impactada pela política. Mas não só isso, vemos um distanciamento significativo entre amigos de longa data e parentes, que, antes próximos, deixam de conversar.
Como chegamos a esse ponto? Por quê? Nessas condições, quais desafios surgem para o futuro que parece ser tão dividido? Com base em pesquisas de comportamento e opinião, o cientista político Felipe Nunes e o jornalista Thomas Traumann exploram as causas e consequências da polarização política no Brasil e no mundo enquanto comentam sobre os possíveis futuros que se desenham no país.

“Biografia do Abismo” mostra que polarização Lula X Bolsonaro não terminou com eleição

Não terminou a ponto de interferir na reação de um familiar ao saber que um membro da família vai se casar com alguém simpatizante do viés politico-ideológico oposto a suas convicções. E isso não é apenas opinião, mas pesquisa que trata o livro “Biografia do Abismo”, de Felipe Nunes e Thomas Trauman. Não existe mais o Brasil, existe o “Lulanaro”, dois universos completamente diferentes, um dos adeptos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Este livro é um alerta oportuno para os riscos que a democracia corre quando o debate político é substituído pela indústria da mentira, da intransigência, da manipulação de valores e do abuso da máquina pública.

— Gleisi Hoffmann/ Deputada federal e presidente do PT

LITERATURA DA AMAZÔNIA

Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.

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ENTREVISTA EXCLUSIVA COM OS AUTORES


Na obra, os autores explicam como as opiniões políticas polarizadas dividem famílias, desafiam as empresas e comprometem o futuro do país. A reportagem conversou com os autores e em breve trará ainda uma resenha da publicação, enquanto não surgem as flores do recesso.

Estamos nos aproximando de um novo período eleitoral, com as eleições municipais. Quais as chances deste fenômeno da polarização se repetir e com maior intensidade?

Thomas Traumann - A polarização extrema que vivemos hoje vai prosseguir e, talvez, até piorar nas eleições presidenciais de 2026. Veremos uma prévia disso nas eleições municipais do ano que vem, mas com nuances. Em cidades onde o lulismo é mais forte, como no Recife, é possível termos disputas entre dois candidatos do mesmo campo, assim como em lugares mais bolsonaristas, como Curitiba, vai ocorrer o oposto.

No livro, vocês falamque trocou-se o ato eleitoral por um chamado ato identitário.Aondeesta escolha pode nos levar como sociedade? Há risco de uma divisão real entre os brasileiros e regiões, como deixou entrever o mineiro Zema?

Thomas Traumann - O livro é um alerta. A polarização extrema está envenenando a sociedade, calcificando bolhas nas quais os grupos bolsonaristas e lulistas só falam entre si. Até onde vai isso vai depender desse nosso alerta ser compreendido e combatido. O Brasil precisa se reconciliar consigo mesmo, mas os dois lados precisam trabalhar para isso.

A criação de muitas destas bolhas é atribuída mais das vezes às plataformas digitais ou aplicativos de mensagem. As empresas de tecnologia deveriam estar ajudando mais a resolver os problemas criados por estas novas ferramentas? O que pode ser feito na prática, pelos cidadãos ou governos?

Felipe Nunes - O primeiro capítulo do nosso livro é sobre redes sociais justamente porque nunca o Brasil, os EUA, o Reino Unido, a Índia, as Filipinas, a Argentina, enfim o mundo todo chegaria nesse estágio de polarização extrema sem a guerrilha digital.
As plataformas, que hoje estão entre as companhias mais valiosas do mundo, têm se eximido da responsabilidade desse fenômeno.

O STF virou alvo no período de Bolsonaro e, agora no governo Lula, o Congresso tenta impor novos limites à Corte constitucional. Em que medida as recentes indicações de Lula, primeiro com seu advogado e depois com o ministro da Justiça, podem ajudar a intoxicar o ambiente político e retroalimentar toda a polarização na política?

Felipe Nunes - É ruim que o STF tenha se transformado em um protagonista político, mas isso foi necessário para assegurar que a vontade do eleitor fosse respeitada em 2022. Dito isso, o STF manteve uma postura, através de entrevistas e discursos, que amplia a polarização e permite que o bolsonarismo a considere parcial. Isso é ruim para o país.

No livro, vocês contam que a direita populista no mundo (Estados Unidos em especial, com Trump) tem apostado na guerra cultural, ou reação culturas, para vencer os pleitos, deixando de lado até mesmo temas importantes como o debate econômico. Considerando este dado da realidade, as eleições de 2024 podem servir ao propósito desta radicalização para a direita brasileira, independentemente de como a economia esteja funcionando em 2026?

Felipe Nunes - Por serem municipais, as eleições de 2024 têm componente fortemente locais. Mais do bolsonarismo e lulismo, a eleição de Maceió deve girar em torno do desastre da Braskem, assim como a de São Paulo sobre a cracolândia e a do Rio sobre o avanço da milícia.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra, eleita rompendo de forma inédita a polarização nacional, sem assumir Lula ou Bolsonaro, está sendo criticada por parte do eleitorado por "ter se aproximado de Lula", em busca de recursos federais para obras necessárias ao Estado. O que vocês diriam aos eleitores de centro, que são obrigados a viver em um Brasil tão dividido como este?

Thomas Traumann - Alguns Estados conseguiram quebrar a polarização, como Pernambuco e Rio Grande do Sul, mas eles estão no contexto nacional no qual o espaço para o meio-termo está se reduzindo a cada ano. Essa tentativa de se equilibrar entre os dois polos pode até funcionar em alguns Estados, mas quando esses governadores tentam uma projeção nacional acabando tendo de escolher um lado ou outro.

LITERATURA DA AMAZÔNIA

“TREZOITÃO – O latifúndio é implacável” é um romance político sobre jornalistas, policiais, pistoleiros, ativistas ambientais e militantes políticos na Amazônia. É ambientado em Belém (PA) e Macapá (AP).
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FICHA TÉCNICA DO E-BOOK
Autor: Emanoel Reis
Jornalista, Publicitário e Teólogo
Macapá – Amapá
Editora: MetaCom
Formato: 15 X 21 cm
N° de páginas: 405
E-mail: emanoelreis50@yahoo.com.br
Site: metacomsite.wordpress.com

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Uma profunda e arguta análise sobre um fenômeno mundial que chegou ao Brasil: a ‘calcificação’ política, que divide as pessoas e a maneira de pensar delas a partir de valores-chave. Leitura fundamental.

— Ciro Nogueira/Senador e presidente do PP

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