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Governo enfrenta dificuldades no Congresso à medida que negociações estagnam sem emendas

Reação do Legislativo a pacote da equipe econômica mostra que o ambiente político piorou nas últimas semanas e pode levar Lula a uma das maiores derrotas em seu terceiro mandato

Hugo Motta faz o jogo do poder como uma velha raposa felpuda Foto: Lula Marques/Agência Brasil


Nos primeiros dois anos do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ele teve que lidar com as pressões de Arthur Lira nas negociações políticas. Com a chegada de Hugo Motta à presidência da Câmara, havia uma sensação de que a relação com o Legislativo melhoraria. No entanto, nas últimas semanas, Motta mostrou que também pode defender os interesses do Congresso, fazendo ligações e conversas com líderes, além de se mostrar independente do governo.

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A tensão aumentou quando uma reunião de líderes da Câmara decidiu acelerar um requerimento que poderia derrubar mudanças no IOF. Se aprovado, isso significaria uma grande derrota para Lula. Apesar disso, em uma reunião recente, Haddad, Motta e Davi Alcolumbre tentaram passar a imagem de harmonia entre os poderes.


Emendas parlamentares
Durante a discussão sobre impostos, surgiu novamente a questão das emendas parlamentares, que mostram a relação entre o Executivo e o Legislativo. O presidente da Câmara, Motta, cobrou a liberação de recursos retidos, já que houve atraso nos pagamentos. Para 2025, o total previsto para emendas impositivas é de R$ 25 bilhões, mas apenas R$ 824 mil foram pagos até agora. Na tentativa de melhorar a relação com o Congresso, a ministra Gleisi Hoffmann disse que os pagamentos começarão no próximo fim de semana, justificando que houve um processo a cumprir entre a aprovação e a execução do orçamento.

O líder do governo, José Guimarães, apontou que o Executivo e o Legislativo compartilham responsabilidades nas contas públicas e alertou sobre possíveis cortes orçamentários. Uma recente medida do ministro Flávio Dino, que pediu esclarecimentos sobre emendas paralelas, complicou ainda mais a situação, mas Guimarães acredita que a deterioração da relação se deve a dificuldades políticas entre os dois poderes.

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