Lucas Barreto questiona novas exigências do Ibama e destaca riscos econômicos para o Amapá
A exploração de petróleo na costa brasileira está entre os principais planos de desenvolvimento da Petrobras, com previsão de investimento de US$ 3,1 bilhões para a perfuração de poços na Margem Equatorial

Em um discurso inflamado no Plenário do Senado, o senador Lucas Barreto (PSD-AP) elevou o tom das críticas contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), cobrando agilidade na concessão da licença para a exploração de petróleo na Margem Equatorial pela Petrobras. O parlamentar do Amapá argumentou que as constantes e, segundo ele, novas exigências do órgão ambiental estão criando um “rolo compressor burocrático” que paralisa investimentos cruciais para o desenvolvimento de seu estado.

Segundo Barreto, a Petrobras já teria cumprido todos os ajustes e demandas técnicas solicitadas anteriormente pelo Ibama. A aparição de novas exigências nesse estágio do processo seria o principal fator que estaria atrasando a autorização final para o início da perfuração de poços na região, uma área considerada de alto potencial para o futuro energético e econômico do Brasil.

O senador demonstrou ceticismo quanto à validade das justificativas ambientais apresentadas pelo Ibama para as novas demandas. Ele mencionou um incidente específico que teria prejudicado a atividade pesqueira local, utilizando-o como contraponto às preocupações do Instituto. Embora não tenha detalhado o evento, o objetivo do argumento foi questionar a consistência das razões que, na visão dele, estão impedindo o avanço do licenciamento.
Lucas Barreto fez um forte alerta sobre as consequências da demora. Para o senador, o prolongamento do licenciamento ameaça diretamente o desenvolvimento econômico do Amapá e a geração de empregos na região. “Essa lentidão não é apenas uma questão de papelada; é uma questão de futuro para a nossa gente,” declarou.

Ele também destacou que a insegurança gerada pela morosidade e pelas mudanças nas regras do jogo cria um clima de incerteza para os investimentos em todo o setor energético, o que pode ter reflexos negativos para a economia nacional.
O discurso de Barreto culminou em um forte repúdio contra o que ele classificou como ações que impedem o progresso do Amapá. O senador reafirmou sua posição em defesa da exploração na Margem Equatorial, desde que cumpridos os padrões de segurança e ambientais, e exigiu uma solução rápida para que a Petrobras possa, enfim, dar início às operações que prometem um novo ciclo de prosperidade para o estado.
O site AMAZÔNIA VIA AMAPÁ buscou contato com o Ibama e a Petrobras para comentários sobre as novas exigências e o andamento do licenciamento, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem.




