Vereadores lançam CPI para apurar denúncias de corrupção em obras de construção do Hospital Municipal de Macapá
Bancada de oposição garantiu maioria para criação da comissão que pretende investigar crimes atribuídos ao prefeito Antônio Furlan

O mais novo escândalo envolvendo o prefeito Antônio Furlan (MDB), apontado pela Polícia Federal de ser o mentor do mega esquema de corrupção montado a partir das obras de construção do hospital municipal, reverberou no plenário da Câmara de Vereadores de Macapá, durante a realização do Pequeno Expediente da quarta-feira, 03 de agosto. E segundo o comunicado feito pelo vereador Pedro daLua (União), presidente da Casa, pode resultar na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis fraudes nos processos licitatórios conduzidos pela Prefeitura de Macapá por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde.

Conforme o requerimento n.º 01/25, assinado por representantes da bancada de oposição e protocolado na secretaria do parlamento municipal, a CPI deve investigar todos os procedimentos técnicos e determinações expedidas pelo prefeito de Macapá referentes à construção do Hospital Municipal de Macapá — obra paralisada sem qualquer explicação à população macapaense.
A proposta é averiguar todas as medidas adotadas pelo gestor, destacando o volume de recursos destinados ao início, bem como ao andamento da obra do hospital. Os vereadores e vereadoras pretendem direcionar os trabalhos para possíveis desvios de verbas nos contratos de pessoal, manutenção de veículos, das ambulanchas e do hospital itinerante.
A investigação, que promete jogar luz sobre os procedimentos adotados pela PMM na seleção da empresa responsável pela construção do hospital municipal, começa a ser aguardada com expectativa pela população de Macapá, que busca respostas claras e justas em relação às denúncias da PF contra Antônio Furlan.

A CPI seguirá um cronograma de trabalho rigoroso, que incluirá a coleta de depoimentos, análise de documentos e demais medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos.
O que motiva a CPI
O prefeito Antônio Furlan (MDB) de Macapá está envolvido em um novo escândalo de corrupção. Ele não conseguiu explicar a origem de um saco de dinheiro que seu motorista recebeu de um homem desconhecido, em um encontro monitorado pela Polícia Federal. Isso faz parte da Operação Paroxismo, que investiga crimes como fraude em licitações e lavagem de dinheiro na gestão municipal.
A operação, autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, resultou em 13 mandados de busca e apreensão em Macapá e Belém, com uma pessoa sendo presa por tentar esconder um celular.

O motorista de Furlan recebeu aproximadamente R$ 9 milhões, relacionado a um contrato de R$ 69,3 milhões com a empresa Santa Rita Engenharia. Furlan demonstrou muito nervosismo ao ser informado sobre a operação e teve reações explosivas em seu gabinete. Interrogado, o motorista afirmou que o dinheiro era uma “ajuda de custo”, mas a versão não convenceu os investigadores.
O esquema criminoso envolvia funcionários públicos e empresários, com métodos ilegais para esconder a origem do dinheiro.




