Ministério Público formaliza ação de improbidade administrativa contra deputado estadual

Justiça mantém ação por improbidade contra ex-presidente da AL e mais 14 réus por desvio de R$ 8,6 milhões



No dia 15 de agosto, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o deputado estadual Júnior Favacho (MDB). A ação também envolve a empresa A. & A. Construções e Comércio, além dos sócios dela.
Segundo o MP, em 2015, essa empresa foi contratada de forma direta para prestar serviços de rede elétrica, sem passar por licitação e sem que fosse apresentada a comprovação de que os serviços realmente foram feitos. Os pagamentos feitos de maneira irregular, autorizados por Favacho, resultaram em um prejuízo de R$ 506 mil. Após atualização, esse valor chega a R$ 1,8 milhão.

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O MP solicita que esse valor seja devolvido integralmente pelos responsáveis e pede uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
O juiz Paulo Madeira, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, afirmou que há indícios suficientes de improbidade e determinou que os réus apresentem suas defesas em até 30 dias.

CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis
EDITORIALEDITORIAL8 de fevereiro de 2010Emanoel Reis

Ficha pregressa
Júnior Favacho já respondeu como réu em outra denúncia do Ministério Público por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Na ocasião, Paulo Madeira deu como aceita a acusação contra o parlamentar. O caso era resultado da operação Eclésia, deflagrada em 2012.
Na ação, o MP acusava o deputado de ter desviado R$ 689.473,05 em diárias de assessores do próprio gabinete e repassado parte do dinheiro aos pais, Amiraldo e Francisca Favacho. Apontava também a existência de um suposto esquema de desvio de dinheiro por emissão de cheques em nome de assessores que tiveram assinaturas falsificadas. Os pagamentos eram mensais e teriam ocorrido entre março de 2011 até o mesmo mês de 2012.


Recorrente
O deputado também teve bens no valor de R$ 2.317.516,84 bloqueados pela 4ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Essa medida aconteceu devido a suspeitas de uso indevido de verba indenizatória na Assembleia Legislativa do Amapá. De acordo com o Ministério Público, ele teria feito esse uso por meio de notas fiscais que, supostamente, eram falsas. Entre os valores ressarcidos estão R$ 169.664,33, que, após atualização, chegam a R$ 393.188,07, referentes a passagens aéreas, porém sem detalhes sobre os trechos ou os passageiros. Além disso, também estão na lista valores gastos com combustíveis (R$ 358.811,68) e propaganda (R$ 76.110).


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