As aposentadorias dos servidores estão ameaçadas segundo informações do Cadastro Nacional de Planos de Benefícios
O futuro financeiro dos servidores municipais de Macapá está sob crescente preocupação. Dados do Cadastro Nacional de Planos de Benefícios (Cadprev) revelam um cenário alarmante: a insolvência financeira da Macapaprev, o fundo previdenciário municipal, tem crescido de forma expressiva, especialmente a partir de 2021.
Anteriormente, o patrimônio do fundo apresentava crescimento, mas nos últimos anos, em especial nas duas gestões do prefeito Antônio Furlan (MDB), a tendência se inverteu drasticamente, com quedas acentuadas e retiradas mensais na casa de milhões de reais. O destino desses recursos, que deveriam garantir as aposentadorias e pensões dos servidores, permanece um mistério.
A queda acentuada
A análise dos balanços do Cadprev demonstra um ponto de virada preocupante. Após um período de crescimento gradual, o patrimônio da Macapaprev começou a encolher rapidamente. A partir de 2021, a queda se tornou vertiginosa, com retiradas expressivas que não condizem com a movimentação regular de um fundo de previdência.
Falta de transparência
A ausência de informações claras sobre o uso desses recursos levanta sérias dúvidas sobre a gestão do fundo. O destino de milhões de reais retirados do patrimônio previdenciário não foi justificado publicamente por Antônio Furlan, o que aumenta a apreensão entre os servidores.
Especialistas em finanças públicas alertam que a falta de transparência em transações dessa magnitude pode indicar irregularidades e colocar em risco a saúde financeira do sistema previdenciário. Se essa tendência de retirada de recursos continuar, o fundo pode colapsar, inviabilizando o pagamento de aposentadorias e pensões no futuro.
O que dizem os envolvidos?
A reportagem do portal tentou contato com a direção da Macapaprev e com a Prefeitura de Macapá para obter esclarecimentos sobre a queda do patrimônio e a destinação dos recursos. Até o momento, não houve resposta.
O silêncio das autoridades apenas intensifica a desconfiança e a preocupação dos servidores, que veem seus direitos previdenciários em risco. “É fundamental que as explicações sejam dadas com transparência e urgência para garantir a segurança financeira dos servidores e a sustentabilidade do sistema previdenciário de Macapá”, adverte o advogado Hilton Leôncio Silva Pontes, especialista em direito tributário.
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