Especialista do MAPA apresenta diretrizes de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

Em parceria com o governo estadual, Ministério da Agricultura orienta produtores rurais sobre controle de praga devastadora para blindar a lavoura de mandioca e fortalecer a produção no campo



Glauco Antônio

OO auditor fiscal federal agropecuário Dr. Glauco Antônio Teixeira, coordenador de Controle de Pragas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), ministrará uma palestra gratuita sobre o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca (PVBM) no próximo dia 12 de agosto de 2026, quarta-feira, às 10h, no Auditório da Expofeira, com o objetivo de orientar agricultores e blindar a produção local da praga que ameaça a segurança alimentar e a renda das famílias rurais do estado.
A iniciativa, promovida em ação conjunta pelo Ministério da Agricultura, o Governo do Estado do Amapá e a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro), integra a programação da Expofeira 2026. A mobilização busca conscientizar agricultores, técnicos e gestores sobre a urgência do combate preventivo à vassoura-de-bruxa, uma das enfermidades fitossanitárias mais destrutivas para a mandiocultura. Considerada o pilar econômico, social e nutricional de milhares de pequenas propriedades na Amazônia, a cultura corre risco diante do avanço da doença. A capacitação abordará estratégias oficiais de manejo e diagnóstico precoce no campo para evitar o contágio entre roçados e proteger a safra regional.

Durante a apresentação, o especialista técnico do governo federal detalhará as diretrizes oficiais do programa nacional, abordando técnicas atualizadas de manejo e estratégias integradas de convivência e erradicação. A vassoura-de-bruxa da mandioca é conhecida por provocar severos danos ao desenvolvimento das lavouras, afetando a qualidade e a quantidade da colheita das raízes. A proliferação descontrolada do patógeno compromete diretamente a fabricação de farinha, tucupi e demais derivados que abastecem feiras, mercados e mesas do cidadão comum.

Para os pequenos produtores, a prevenção vai muito além de um debate técnico sobre fitossanidade: trata-se da sobrevivência diária do negócio familiar. O contágio sistemático de roçados por pragas agrícolas tem o potencial de dizimar plantios inteiros, eliminando a fonte primária de renda familiar e desequilibrando a oferta de alimentos na região. Por essa razão, a capacitação enfatizará o diagnóstico precoce no campo, o descarte adequado de plantas infectadas e a adoção de manuseio seguro para evitar a contaminação cruzada entre propriedades vizinhas.

A realização da palestra dentro de um grande evento agropecuário favorece a troca direta de conhecimentos entre o poder público e a comunidade agrícola local. Os organizadores destacam que o acesso à instrução e à tecnologia de defesa sanitária é um direito fundamental do produtor rurícola para garantir a sustentabilidade do trabalho no campo. Ao capacitar os trabalhadores para aplicar protocolos atualizados do Ministério da Agricultura, o evento fortalece a cadeia produtiva da mandioca e cria uma rede de proteção comunitária contra prejuízos econômicos acumulados.

Com entrada franca, a palestra no Auditório da Expofeira surge como uma oportunidade decisiva para alinhamento de práticas de manejo sustentável. A expectativa dos órgãos de defesa agropecuária é consolidar barreiras sanitárias comunitárias e assegurar que a tradição da mandiocultura amapaense continue próspera, alimentando a população e gerando desenvolvimento socioeconômico no interior do estado.

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