CULTURA

Fernando Canto, renomado artista da cultura amazônica, falece aos 70 anos em Macapá

Canto se consolidou como um dos maiores defensores e propagadores da cultura amazônica, com uma obra que espelha o dia a dia e a resistência da região

É um dos mais importantes defensores e promotores da cultura amazônica — Foto: Emanoel Reis


Fernando Canto, uma das figuras mais ilustres e admiradas da arte no Amapá, morreu na tarde de terça-feira, 29. Com uma trajetória que incluiu atividades como professor, jornalista, sociólogo, cantor, compositor, poeta e escritor, ele perdeu a vida em decorrência de complicações relacionadas a um câncer. Reconhecido e homenageado por renomados artistas da cena amazônica, sua obra foi objeto de análise, pesquisa e documentação. Canto deixa uma herança cultural indelével para o Amapá.

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O pesquisador e artista desenvolveu obras que capturam as paisagens, a cultura e a identidade da Amazônia, refletindo aspectos da vida e das tradições locais. Sua produção literária explorou temas como o folclore, a religiosidade e a rotina amazônica, visando criar uma literatura que representasse a região Norte do Brasil, enfatizando a singularidade geográfica e cultural do Amapá.

QUEM ERA…

Fernando Pimentel Canto nasceu em Óbidos (PA), em 29 de maio de 1954, e teve uma trajetória marcada pelo compromisso com a cultura e identidade amazônicas. Além de membro do Conselho Editorial do Senado Federal, foi presidente da Academia Amapaense de Letras e também integrava a Academia Maçônica de Letras. Foi um dos fundadores do Grupo Pilão. Autor de mais de 18 livros, Canto dedicou sua vida a retratar as tradições e a realidade do povo ribeirinho, com especial atenção ao Marabaixo, manifestação cultural à qual sempre se referiu como patrimônio do Amapá.


Canto desempenhou papel importante na formação de uma identidade cultural regional e teve grande destaque em eventos e debates culturais, estimulando reflexões sobre a função da literatura e da arte na constituição de uma identidade local.
O escritor tinha sua participação garantida na Folia Literária, o evento literário mais importante do estado, programado para novembro. Nesse evento, sua obra e contribuição indubitavelmente serão homenageadas. Fernando Canto deixa uma ausência significativa na cultura da Amazônia e do Amapá, mas também um patrimônio que seguirá inspirando futuras gerações.


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