Jornal americano divulga ranking definitivo com as cem melhores séries dos últimos vinte anos
Uma rigorosa votação envolvendo quinhentos nomes de destaque da televisão mundial definiu as cem melhores séries deste século em ranking revelado pelo The New York Times, destacando produções de redes tradicionais e plataformas de streaming que transformaram a cultura contemporânea

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
27/09/2026 | 14h07
O jornal The New York Times divulgou, em Nova York, a aguardada lista com as cem melhores produções televisivas do século 21, elegendo a aclamada série “Breaking Bad” no topo do ranking. A iniciativa reuniu mais de quinhentos profissionais da indústria do entretenimento global, incluindo atores, roteiristas e diretores de renome internacional, que votaram em seus títulos favoritos lançados desde o primeiro dia de janeiro de 2000. O objetivo principal da seleção foi mapear as transformações culturais e estéticas que redefiniram o formato de fazer televisão nas últimas duas décadas e meia, gerando debates acalorados entre críticos e fãs apaixonados por dramaturgia em todo o planeta.

A elaboração da pesquisa partiu de uma convocatória ampla realizada pelo periódico norte-americano, na qual cada especialista convidado teve a missão de elencar dez obras fundamentais de sua preferência dentro do recorte temporal estabelecido. Nomes consagrados das telas e dos bastidores, como a atriz Elisabeth Moss e o ator Bryan Cranston, protagonista da obra vencedora, ponderaram criteriosamente o impacto narrativo e técnico de cada produto audiovisual transmitido ao longo desse período histórico dinâmico. Essa metodologia participativa diferenciou o levantamento de premiações tradicionais, pois priorizou o olhar técnico e interno daqueles que dedicam suas carreiras a construir as histórias consumidas diariamente por milhões de espectadores ávidos por novidades.


Entre as regras estipuladas pela organização do veículo de imprensa, produções clássicas que estrearam no final da década anterior, a exemplo do emblemático drama mafioso “Os Sopranos”, lançado em 1999, acabaram de fora da disputa formal. Essa restrição cronológica estrita gerou inevitáveis surpresas e discussões profundas sobre os limites temporais da curadoria, mas garantiu espaço expressivo para o surgimento de novas potências criativas associadas tanto às redes tradicionais de TV quanto às plataformas emergentes de streaming global. Com isso, títulos recentes e fenômenos contemporâneos ganharam visibilidade ao lado de narrativas consolidadas, demonstrando a impressionante versatilidade e a rápida evolução tecnológica do setor artístico moderno.

O topo do pódio consagrou a jornada dramática do professor Walter White, interpretado por Bryan Cranston, que se transformou em um traficante implacável ao longo de cinco temporadas memoráveis exibidas entre 2008 e 2013. A obra de Vince Gilligan superou concorrentes de peso como “The Wire” e “Mad Men”, que ocuparam respectivamente a segunda e a terceira colocações da lista oficial divulgada pelo jornal americano. Para os analistas de mídia, esse reconhecimento corrobora a força do formato de anti-herói na ficção televisiva contemporânea, refletindo angústias sociais complexas e dilemas morais profundos que dialogam diretamente com as incertezas enfrentadas pelo público na vida real.

Além dos dramas densos tradicionais, o levantamento contemplou uma enorme variedade de gêneros e formatos, abrangendo desde comédias ácidas e minisséries de sucesso até programas de realidade e documentários de natureza. O ecossistema televisivo brasileiro e internacional também se fez presente com produções que mobilizaram multidões nas redes sociais, como o fenômeno sul-coreano “Round 6” e o impactante título britânico de streaming “Bebê Rena”. Essa pluralidade temática evidencia como o consumo cultural se tornou verdadeiramente globalizado, permitindo que narrativas locais originadas em diferentes partes do mundo encontrem eco imediato e empatia profunda junto a comunidades diversas.

O impacto dessas obras na vida cotidiana dos espectadores vai muito além do simples entretenimento passageiro, atuando frequentemente como catalisadoras de conversas vitais sobre saúde mental, justiça social e relações humanas. Para o público comum que consome essas narrativas em maratonas solitárias ou em debates virtuais coletivos, tais produções funcionam como espelhos de suas próprias dores, aspirações e dilemas cotidianos mais íntimos. Especialistas em psicologia comportamental apontam que a identificação com personagens complexos fortalece a capacidade de compaixão social, ajudando indivíduos comuns a processar traumas e a compreender melhor as complexidades do mundo moderno em constante transformação acelerada.

Diante do resultado histórico divulgado pelo jornal, o mercado audiovisual já projeta novos padrões de qualidade para o futuro próximo, elevando o sarje criativo exigido tanto por estúdios tradicionais quanto por gigantes tecnológicos do streaming. A consolidação dessa lista serve como um documento de época inestimável, registrando o momento exato em que a televisão deixou de ser considerada um meio secundário para se tornar a principal vanguarda da expressão artística contemporânea. Resta agora saber como as próximas gerações de criadores conseguirão superar o legado monumental deixado por esses gigantes da tela pequena nos últimos vinte e cinco anos de história.




