Cármen Lúcia ignora relatos de fraude e reafirma confiança no sistema eleitoral
A suspeita é a de que os eleitores tenham sido cooptados a votar em uma cidade que não moram ou não têm relação, não que tenham votado em duas cidades diferentes

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, comentou sobre as suspeitas de fraude em pequenos e médios municípios do Brasil. Ela afirmou não ter encontrado problemas nas eleições e destacou que a Justiça Eleitoral, o Ministério Público e a Polícia Federal estão investigando transferências em bloco de domicílios eleitorais. A suspeita é de que candidatos atraírem eleitores de outras cidades com promessas de dinheiro ou benefícios. Em 82 cidades, o número de eleitores aumentou de 20% a 46% só com transferências, e 52 delas têm mais eleitores registrados do que a população do IBGE.

Cármen mencionou que noticias sobre o aumento do eleitorado não indicam necessariamente fraudes, embora a legislação considere essa situação como suspeita. Há investigações em andamento sobre transferências de eleitores usando documentos falsos para as eleições de 2024. Ela explicou que a revisão do eleitorado não acontece em ano eleitoral para evitar dúvidas sobre a lista de eleitores. Cármen defendeu o uso de biometria para evitar votos em cidades diferentes, mas isso não resolve a questão das fraudes nas pequenas cidades.

Ela também comentou sobre pessoas que mantêm seus domicílios eleitorais em cidades de origem mesmo após se mudarem a trabalho, mas isso não se aplica aos casos de transferência de títulos que estão sendo investigados. Cármen demonstrou desconhecimento sobre operações que investigam possíveis fraudes, como a Operação Águas Rasas no Piauí e a Operação Sufrágio em Minas Gerais, que lidam com transferências suspeitas de títulos. Ela descreveu essas investigações como comuns e focadas em crimes eleitorais.
