CONJUNTURA

Hugo Motta demite extremista de esquerda que insultou líder da oposição durante entrevista à GloboNews

Após invadir o link da GloboNews e proferir ofensas contra o deputado Cabo Gilberto Silva, o assessor parlamentar Bernardo Moreira foi exonerado. O ato ocorreu no Salão Verde e gerou forte reação da cúpula da Câmara contra o desrespeito parlamentar

Momento em que o extremista de esquerda hostiliza o líder da oposição durante transmissão ao vivo em Brasília. A conduta foi classificada como inaceitável pela presidência, culminando em sua demissão sumária — Foto: Reprodução GloboNews

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
01/05/2026 | 19h56

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou o assessor parlamentar de extrema-esquerda Bernardo Moreira Amado Barros, após o servidor interromper aos gritos uma entrevista ao vivo do líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), no Salão Verde da Casa, em Brasília. A decisão imediata de Motta buscou punir o que classificou como uma conduta inaceitável e preservar a liturgia do Parlamento, após o assessor, lotado no gabinete de André Janones (Rede-MG), proferir ofensas e palavras de ordem política contra o parlamentar enquanto este falava à GloboNews. O episódio, que rapidamente viralizou nas redes sociais, expôs o clima de acirramento nos corredores do Congresso Nacional logo após uma votação estratégica sobre o projeto de lei da Dosimetria.


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A cena que culminou na demissão de Bernardo Barros ocorreu em um momento de alta exposição midiática. Enquanto o deputado Cabo Gilberto Silva explicava a posição da oposição sobre a derrubada de vetos presidenciais, o agora ex-assessor posicionou-se atrás do parlamentar e disparou: “Anistia é o caralho. Lula reeleito”. O grito, captado com clareza pelos microfones da emissora, causou constrangimento imediato e interrompeu o fluxo da transmissão. Bernardo ocupava o cargo de secretário parlamentar, uma função comissionada de livre nomeação e exoneração, com vencimentos que, em 2026, alcançavam a cifra de R$ 7.960,44. Sua saída, publicada em edição extraordinária ou despachada com celeridade administrativa, marcou uma resposta ríspida da cúpula da Câmara a comportamentos considerados incompatíveis com o decoro exigido de funcionários públicos no exercício da função.

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A reação de Hugo Motta foi pautada pela necessidade de manter a ordem em um ambiente onde o diálogo entre opostos deveria, ao menos em tese, ser garantido pela etiqueta institucional. Em nota oficial distribuída à imprensa logo após o ocorrido, a presidência da Câmara foi enfática ao descrever o episódio como um “ato de covardia e desrespeito”. Para o comando da Casa, permitir que assessores interfiram diretamente no trabalho de deputados, independentemente do espectro ideológico, abriria um precedente perigoso para a segurança e para a própria liberdade de expressão dos congressistas. A celeridade na exoneração serviu como um recado direto aos gabinetes: a militância política partidária, embora legítima no campo das ideias, não pode transbordar para agressões verbais ou interrupções físicas dentro das dependências do Legislativo.

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O deputado André Janones, a quem o assessor respondia diretamente, viu-se no centro de mais uma polêmica envolvendo sua equipe, embora a decisão de demissão tenha partido da caneta de Motta, que detém a prerrogativa sobre a administração do pessoal da Casa em casos de quebra de conduta institucional. O clima no Salão Verde, tradicionalmente o termômetro das tensões políticas do país, refletia o nervosismo das bancadas após a sessão que tratou do PL da Dosimetria. A oposição, liderada por nomes como Gilberto Silva, tem utilizado esses espaços para reforçar críticas ao governo e pautar temas sensíveis, como a anistia a envolvidos em atos antidemocráticos, o que tem gerado faíscas constantes com servidores e parlamentares da base governista.

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A exoneração de Bernardo Barros encerra seu vínculo formal com o serviço público federal, mas deixa um rastro de discussões sobre os limites da atuação de assessores comissionados. O episódio reforça a vigilância sobre o comportamento de servidores no Congresso, em um ano de 2026 marcado pela polarização e pela proximidade de novos embates eleitorais. Ao classificar a atitude como “inaceitável no ambiente institucional do Parlamento”, a presidência da Câmara tentou blindar a instituição de críticas que acusam o Legislativo de ter se tornado um palco de hostilidades desmedidas. Para Cabo Gilberto, o desfecho administrativo representa uma vitória simbólica contra o que seus aliados chamam de “perseguição militante” dentro do ambiente de trabalho. Agora, a Casa busca retomar a normalidade, sob a promessa de que medidas preventivas serão intensificadas para evitar que o Salão Verde se transforme novamente em cenário de descontrole verbal.


Contido pela Polícia Legislativa após tentar intensificar o tumulto, o servidor, que se apresenta como influenciador digital, tornou-se o centro de uma crise ética. Em nota, Cabo Gilberto Silva repudiou o ataque, destacando o uso indevido da estrutura pública para silenciar vozes divergentes e a imprensa. A saída de Moreira ocorre em um momento delicado para Janones, que recentemente encerrou pendências judiciais sobre “rachadinha”. Para a cúpula da Câmara, a medida administrativa serviu para reafirmar que a militância não deve ultrapassar os limites da liturgia parlamentar.

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