Disputa entre governadores trará novos nomes em ao menos 10 estados
Foto: Abdias Pinheiro/TSE (Ascom)

Dos atuais 27, dez não concorrerão; há, ainda, as possibilidades de renovação da própria eleição
As eleições de 2022 vão trazer novos nomes para os cargos de governadores em ao menos 10 estados. Oito dos atuais líderes não participam da disputa por encerrarem, neste ano, o segundo mandato. Outros dois deixaram de lado a intenção em reassumir o cargo: o governador paulista, João Doria (PSDB), que lançou pré-candidatura à Presidência, e o correligionário Eduardo Leite, que segue trajetória política indefinida em 2022.

Leite disse que não tentará ficar outros quatro anos à frente do governo do Rio Grande do Sul, e, desde que perdeu as prévias do partido para corrida ao Planalto, não divulgou qual será o próximo passo. Uma das possibilidades apresentadas ao gaúcho é a ida para o PSD, onde é cotado para a disputa à Presidência, caso haja desistência por parte do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa (sem partido) está em uma posição indefinida. Ele assumiu o cargo há quatro meses, após o governador Mauro Carlesse (PSL) ser afastado do por suspeitas de corrupção. A expectativa é de que ele se filie a algum partido para tentar o governo local como cabeça de chapa nas próximas eleições. Outro governador que assumiu o cargo após a saída do nome eleito foi o carioca Cláudio Castro (PL). No posto desde o impeachment de Wilson Witzel (PSC), em abril de 2020, Castro deve concorrer ao governo do Rio de Janeiro nas próximas eleições.
Os demais 14 governadores devem tentar reeleição, como Gladson Cameli (PP) no Acre, Wilson Lima (PSC) no Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás. Os atuais líderes do Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe também devem tentar se manter nos cargos por mais quatro anos.
Veja lista dos governadores que devem tentar reeleição:
Acre: Gladson Cameli (PP)
Amazonas: Wilson Lima (PSC)
Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
Goiás: Ronaldo Caiado (DEM)
Mato Grosso: Mauro Mendes (DEM)
Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
Pará: Helder Barbalho (MDB)
Paraíba: João Azevêdo (Cidadania)
Paraná: Ratinho Júnior (PSD)
Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
Rondônia: Coronel Marcos Rocha (PSL)
Roraima: Antonio Denarium (PP)
Santa Catarina: Carlos Moisés (sem partido)
Sergipe: Belivaldo Chagas (PSD)
Tocantins: Wanderlei Barbosa (sem partido)

