CONJUNTURA

Ministros da Suprema Corte refletem sobre desgaste provocado por polêmica dos supersalários

Decisões dos 11 ministros do STF possibilitaram que juízes de primeira instância e desembargadores incorporassem uma série de vantagens adicionais

A Corte reafirmou a equiparação entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público — Foto: Divulgação


Em meio a conflitos com parlamentares aliados de Jair Bolsonaro, que acusam o Supremo Tribunal Federal (STF) de ativismo judicial, ministros da Corte reconhecem uma vulnerabilidade que pode ser explorada politicamente pela oposição. O “telhado de vidro” do tribunal envolve os supersalários do Judiciário. Embora os ministros do STF não recebam vencimentos exagerados, decisões internas permitiram que juízes de primeira instância incorporassem benefícios extras, tornando o Judiciário alvo de críticas.

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Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob a presidência de Luís Roberto Barroso, reafirmou a equiparação entre magistratura e Ministério Público, estendendo vantagens a juízes. Barroso argumentou que a Constituição exige igualdade entre as carreiras. Essa percepção de fragilidade acontece em um contexto de pressão para que o STF torne transparentes investigações sobre irregularidades envolvendo mais de 70 parlamentares.


Deputados e senadores tentam criar a narrativa de que os ministros estão reféns do Congresso, o que pode levar a projetos que limitem os poderes do tribunal. Recentemente, os ministros sinalizaram que poderiam alterar sua posição sobre o foro privilegiado, decidindo que todos os casos de parlamentares sejam analisados no STF.

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