CONJUNTURA

Brasil atinge a pior posição histórica no ranking de percepção da corrupção

A nota do País caiu por causa do silêncio de Lula sobre anticorrupção e pela permanência de Juscelino Filho, indiciado por corrupção

Passeatas contra a corrupção podem voltar às ruas caso os escândalos retornem ao noticiário — Foto: Divulgação


O Brasil ficou na 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024 da Transparência Internacional, emparelhado com Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia. Esta é a pior posição desde que o ranking começou em 2012. A queda na nota do País é atribuída ao silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre corrupção e à permanência do ministro Juscelino Filho no cargo, mesmo após ser indiciado por corrupção passiva e outros crimes.

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Desde 1995, o IPC analisa 180 países e dá notas entre 0 e 100, avaliando a integridade das nações com base na percepção de especialistas sobre a corrupção no setor público. Os países com melhores notas foram Dinamarca, Finlândia, Cingapura e Nova Zelândia. Em 2014, o Brasil ocupou a 69ª posição, mas agora, com 34 pontos, ficou abaixo da média regional e global.

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No grupo do G20, o Brasil superou apenas México e Rússia. O relatório aponta enfraquecimento no combate à corrupção, mencionando a renegociação dos acordos da Lava Jato e a volta da influência de empresários corruptos, como os irmãos Batista do Grupo J&F. O texto também fala sobre decisões do STF que anularam multas de empresas como Novonor e J&F.



Além disso, o relatório critica conflitos de interesse e ações de lobistas para comprar sentenças judiciais. Apesar da piora geral, a Transparência Internacional reconhece avanços na agenda anticorrupção, como a proibição de emendas sem transparência e iniciativas que reduziram o desmatamento e a exploração ilegal do ouro.


O relatório apresenta recomendações para os Poderes da República, sugerindo que o governo e o Congresso garantam transparência nas emendas e aprimorem leis de lobby, além de garantir o cumprimento das decisões judiciais sobre transparência.

Ministro da CGU responde a ranking de corrupção com zombaria: ‘isso é só papo de boteco’  

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, contestou o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) divulgado pela Transparência Internacional, que coloca o Brasil na pior posição desde 2012.
Ele criticou a metodologia da pesquisa, chamando-a de “conversa de boteco,” e questionou a afirmação de que o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre anticorrupção aumenta a percepção de corrupção.
Neste ano, o Brasil ocupou a 107ª posição entre 180 países, com 34 pontos, igualando-se a Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia. O relatório menciona o enfraquecimento do combate à corrupção, citando a renegociação de acordos da Operação Lava Jato e a permanência do ministro Juscelino Filho no cargo, apesar de ser indiciado por corrupção.
Carvalho afirmou que a pesquisa não ouviu a população e baseou-se apenas na opinião de empresários, e a CGU alertou para “limitações metodológicas. ”

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